A bondade de Deus

"Aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor"
(I João 4:8)

        Algum de nós já teve a curiosidade de pesquisar num dicionário o sinônimo de amor. Aurélio diz que é o "sentimento que predispõe alguém a desejar o bem do outro." Cita o escritor Olavo Bilac, afirmando que o amor engloba também alteração física. Olavo escreveu: "o amor me eleva e me abate. "O amor me acalma e me endoida". Essa é a dimensão do amor no campo físico. E na dimensão espiritual? Como Deus expressa seu amor? Ele também sente "certas alterações'? O apóstolo Paulo, quando escreveu aos romanos, registrou que "não sabemos orar como convém e por isso o Espírito Santo intercede por nós com gemidos inexprimíveis". Com os nossos atos, podemos entristecer o Espírito e até mesmo apagá-lo. Deus, apesar de ser espírito, se revela por meio de sua Palavra como um ser que "não tem prazer na morte do perverso", que ama com "amor eterno", que se compadece dos aflitos. Enfim, tomando a forma de homem, para nosso melhor entendimento, Deus se importa conosco e revela seu amor de diversas maneiras.Por ser Deus, pela sua própria natureza, amor, devemos armar ao próximo, lembrando que ele nos amou primeiro. E o amor é elemento básico do relacionamento com Deus, pois ele é amor. Nas cartas de João, conhecido como o discípulo do amor, Jesus é apresentado como o reflexo da própria natureza de Deus, pois ele é Deus e como Deus é amor. No Evangelho segundo João, Jesus explica sua origem na dimensão do amor: " Assim procedo para que o mundo saiba que eu amo o Pai e que faço como o Pai me ordenou". Por Jesus amar o Pai, ele amava as pessoas sem apontar o dedo, sem gritar nas praças, sem ferir, sem esmagar a cana quebrada. O amor de Jesus é altruísta por nós, em nosso benefício.

        Conhecer a Deus, no contexto bíblico, não é se isolar do mundo físico e mergulhar na busca egoísta por ele. É fazer justiça, juízo e misericórdia, porque dessas coisas ele se agrada, disse o profeta Jeremias. É julgar a causa dos aflitos e dos necessitados. É livrar o oprimido das mãos do opressor, olhar a causa das viúvas e dos órfãos. É não quebrar princípio bíblico no momento de exercer a misericórdia. A Bíblia fornece a ordem: primeiro, os irmãos de sangue, depois os irmãos de fé. Que coerência há em se levar sopa nas madrugadas aos mendigos, tendo um parente nosso necessitando do básico para sobreviver? Que testemunho está sendo dado pelos familiares que tem um "pobre", uma "viúva", um "órfão" e um "oprimido'? Há um exercício eterno do amor de Deus, mesmo antes da existência de qualquer ser criado. As dimensões do amor de Deus para conosco são a benevolência, a graça, a misericórdia e a persistência. Esses atributos de Deus são comunicáveis à humanidade. Logo, podemos exercer tudo isso na nossa caminhada, cujo caminho é estreito, apertado e cheio de tribulações. Mas, como disse Paulo: "É com muitas tribulações que nos importa entrar no reino de Deus."

         "Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou o seu Filho como propiciação pelos nossos pecados" (I Jo 4:10).

Esta qualidade de auto doação do amor divino é vista no que Deus tem feito. O amor de Deus ao enviar seu Filho para morrer por nós não foi motivado por algum amor anterior de nossa parte. Deus sempre está em busca de restaurar as coisas por ele criadas, pois ele "prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores" (Rm 5:8). Jesus ensinou que o Pai alimenta os pássaros do ar e veste os lírios do campo. O princípio de que Deus é benevolente em sua provisão e proteção se estende a toda raça humana, pois ele faz nascer o sol sobre o justo e o injusto. Deus é bom e devemos cultivar o fruto do Espírito chamado bondade, que se manifesta nos nossos atos de amor ao próximo. Mas amar vai além de dá um beijo, um abraço ou proferir uma palavra agradável. O amor exigido pelo Deus que ama é aquele que se baseia na justiça, na prática e no agir responsável. O amor e a justiça têm trabalhado juntos no tratamento que Deus dispensa à humanidade. A justiça de Deus exige que a pena do pecado seja paga. O Amor de Deus deseja que sejamos restaurados à comunhão com ele. A oferta de Jesus Cristo como expiação pelo pecado significa que tanto a justiça como o amor de Deus são mantidos. Jesus é a justiça de Deus para resgate de nossa comunhão com ele. O amor e a justiça não são dois atributos separados que competem entre si. Deus é justo e amoroso, e ele espera que você ame e seja justo (reto) em seu procedimento, procurando, sempre, não quebrar princípios bíblicos.

Por Auxilandia, serva de Deus, pastora em Cristo.

10 - Março - 2009       

 
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