O poder de Deus manisfestado por meio da oração

"Tenho ouvido, ó Senhor, as tuas declarações, e me sinto alarmado; aviva a tua obra, ó Senhor, no decorrer dos anos, e no decurso dos anos faze-a conhecida;
na tua ira, lembra-te da misericórdia."

(Habacuque 3:2)

Você sente prazer em orar? Oração é o meio eficaz de trazer Deus para dentro do nosso ser, de fazer cumprir a iminência e de nos levar aos ritmos da eternidade. Em 625 a.C, o profeta Habacuque, cumprindo ordens de Deus, anuncia mensagem de julgamento, arrependimento e esperança para o povo de Israel. Começa seu livro com uma oração, ansiando por uma manifestação do poder de Deus. A terra de Judá estava prestes a ser invadida por um opressor (Babilônia) e o profeta, angustiado, pede uma resposta divina regada com misericórdia e com avivamento da obra. Enquanto Habacuque espera o ataque do inimigo, sua visão é renovada pela oração e ele consegue enxergar os atos salvadores de Deus em meio à destruição que estava por vir. Ele tinha fome e sede de ver a justiça de Deus.

Habacuque emprega suas palavras para tentar entender os atos imprevisíveis do Juiz de toda terra. No capítulo 2:20, ele escreve: "O Senhor está no seu santo templo; cale-se diante dele toda a terra." Deus é soberano e sua natureza santa, pura, ausente de maldade, nos remete a idéia de justiça, de proteção e de ação, por mais que nossos olhos carnais não consigam entrar na dimensão do sobrenatural. Haverá um tempo, que o apóstolo Paulo chama de "Plenitude dos Tempos", em que todo principado e poder das trevas será vencido por Jesus Cristo, e então toda lágrima será enxugada de nossos olhos e a alegria eterna coroará nossa cabeça. Porém, até que este tempo chegue, é necessário invocar a Deus e buscá-lo de todo coração, para que coisas grandes e ocultas nos sejam reveladas pelo Espírito. O Deus redentor empregou as perguntas de Habacuque como meio de graça para lhe fortalecer a fé. Assim como a oração de Habacuque chegou ao Trono da Graça, da mesma forma o nosso clamor invade as regiões celestes, afastando as barreiras invisíveis e garantindo a vitória. A fé sólida do profeta foi inabalável, pois mesmo diante da invasão do inimigo, Habacuque consegue orar e encerra o livro com as doces palavras:

"Ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; o produto da oliveira minta, e os campos não produzam mantimento; as ovelhas sejam arrebatadas do aprisco, e nos currais não haja gado, todavia, eu me alegro no Senhor, exulto no Deus da minha salvação".

A oração nos coloca num patamar de relacionamento íntimo com Deus. As nossas carências passam a não ter significado diante da grandeza de falar com o Pai redentor e de ouvi-lo, muitas vezes em forma de paz, de livramentos e de alegria de espírito para que nossa alma não venha a definhar. Começamos apresentando a ele nossas queixas, como Habacuque, e terminamos dizendo que ele nos faz andar em lugares altos e que os problemas, as lutas, as angústias são sublimadas pela doce melodia da confiança num Deus que nos grava na palma de suas mãos. O desespero de Habacuque, em ver o remanescente fiel sendo levado cativo como os rebeldes, transforma-se em base para a promessa de Deus que os "justos viveriam pela sua fé" e não pelas circunstâncias ameaçadoras. A base da sobrevivência dos justos seria a fidelidade, a dependência e a fidedignidade. A dúvida honesta em relação ao agir de Deus é mais aceitável por ele do que a confiança superficial, pois ele sonda mentes e corações e revela o oculto e o escondido.

Quando vierem noites traiçoeiras, lembremo-nos de fazer questionamentos honestos a Deus, pois ele nos responderá, não com a resposta que nossos ouvidos esperam, mas com a Palavra que faz bem aos que andam retamente. O profeta, então, conclui: "Tu és tão puro de olhos que não podes ver o mal e a opressão não podes contemplar". Habacuque entende que o remanescente justo será preservado em meio à invasão inimiga. Sejamos honestos e devotados na procura da verdade, entendendo que quando subimos na torre de vigia para ver que resposta Deus dará, o nosso coração será fortalecido quando não duvidamos da soberania do Criador, pois Jesus aprendeu a obediência pelas aflições que suportou e, tendo sido consumado, tornou-se fonte de salvação para todos que obedecem a Deus.

Busquemos o poder e unção por meio da oração, que é o meio finito de tocarmos no coração do Deus infinito.

Por Auxilandia, serva de Deus, pastora em Cristo.

12 - Abril - 2009       

 
  Voltar para índice de mensagens
|- - IEMB - Design: João Batista A.P - Igreja Evangélica Missionaria Brasileira- Leia a Bíblia, ouça a voz de Deus - Ministério: Pr. João Nogueira Pimenta -|