Eu te farei cavalgar sobre os altos da terra e te sustentarei com a herança de Jacó, teu pai, porque a boca do Senhor o disse. 

(Is 58:14)

 

 

         Assistir a uma cena com cavalos em montanhas alegra a alma. Sentir-se cavalgando nos montes despreocupadamente como um sonho prestes a se concretizar é a meta de quem procura segurança e alívio nas lutas do cotidiano.

 Moisés, depois de longa jornada na vida, pronto a partir para a glória eterna, pronunciou um cântico aos ouvidos dos israelitas e declarou:

 

Porque a porção do Senhor é o seu povo; Jacó é a parte da sua herança. Achou-o numa terra deserta e num ermo solitário povoado de uivos; rodeou-o e cuidou dele, guardou-o como a menina dos olhos.

(Dt 32:9)

 

         Ele  poetizou a jornada dos hebreus, do Egito à  terra prometida, ao mostrar os cuidados de Deus com um povo que ora se mostrava fiel, ora infiel. Mas as misericórdias divinas que vão além das nuvens não permitiram destruição. Pelo contrário, garantiram a entrada triunfal na terra que manaria leite e mel.

         Isaías, pelo Espírito, fala ao povo fiel, no capítulo 58, que a boca do Senhor diz palavras de paz e não de mal aos que cumprem os mandamentos. Ter a herança de Jacó como sustento, a ponto de cavalgar  tranquilamente sobre os altos, era o alvo de qualquer israelita em busca de conforto.

         O conforto viria sim, com adoração que ultrapassava o rito dos cultos no templo. Era preciso ter uma postura de adoração genuína, que fosse além das práticas externas. O coração deveria agradar a Deus de forma completa.

         O jejum deveria se acompanhado de ações que revelassem o resultado da abstenção dos alimentos. Afinal, a vontade de comer sendo vencida levaria o coração a se render à vontade divina. Isso não estava acontecendo nos dias de Isaías. Ele então descreve a conduta dos adoradores que tocariam o céu. Começa orientado que o pão aos famintos deveria ser repartido, bem como a água aos sedentos. Que o semelhante não deveria ser esquecido e o oprimido teria que ser livre. O desabrigado deveria ser acolhido e o nu, vestido.  Outras direções foram dadas neste oráculo. 

 

O comportamento exigido deveria abranger o desligamento da impiedade e o desfazimento das ataduras da servidão.

 

A salvação é demonstrada pelo amor compartilhado e pelo caráter renascido em Cristo. Tiago afirmou bem quando disse que sem obras a fé se apresenta sem vida, inútil.

 

Porque , assim como o corpo sem  espírito é morto, assim também a fé sem obras é morta.

(Tg 2:26).

 

Salvação vem do hebraico Yeshuá e descreve o livramento da aflição,  bem como a vitória e bem estar resultante. Deus provê atos de salvação pela sua justiça, que é reta. Somos salvos pela obra redentora divina. Porém, é preciso revelar ao mundo que há diferença entre o justo e o injusto. Que há prazer em praticar boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas, conforme ensinou o apóstolo Paulo.

A adoração que praticamos aos domingos, nos templos, deve ser complemento do serviço  prestado  ao reino celeste durante a semana. Para tanto, a renúncia das vontades próprias deve ceder lugar ao querer divino. Somos ajudantes do reino do céu e devemos agregar valor eterno com ações para que o evangelho seja proclamado. Jesus nos convida a isso.

 

Os meus lábios falarão sabedoria, e o meu coração terá pensamentos judiciosos (Sl 49.3)

 

Os filhos de Corá compuseram este salmo para ressaltar o chamado à sabedoria e à compreensão necessárias para que o pecado com a língua fosse dissipado.  Gerenciar pensamentos para que os lábios falem do que é reto é condição para se tornar sábio diante de Deus.  Não é a sabedoria deste mundo que recomenda a justiça eterna. Tudo que precisamos vem do trono da graça.  O salmo 49 foi assim concluído:

 

O homem, revestido de honrarias, mas sem entendimento, é, antes, como os animais, que perecem.

(Sl 49: 20)

 

Isaías afirmou que o jejum desprovido da compreensão dos demais requisitos de consagração era ineficiente e não trazia resposta divina. Entretanto, aquele que cumpre a abstenção de alimentos e apresenta obras que demonstrem o novo nascimento vê a luz rompendo na aurora e a cura brotando sem detença. Tem a justiça como retaguarda. Tem a proteção divina como herança e pode cavalgar nos problemas da vida sem desespero.

Por Auxilandia, serva de Deus, pastora em Cristo.    

21 - 03 - 2011     

 
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