Judá se congregou para pedir socorro ao Senhor; também de todas as cidades de Judá veio gente para buscar ao Senhor 

(2 Cr 20:4)

Há períodos na vida em que problemas permeiam o cotidiano e tiram a paz. Então, troca de experiências e sugestões tornam-se o centro da atenção em busca da calmaria. Judá viveu isso quando os moabitas e amonitas se armaram na peleja contra o rei Josafá.

O que fazer diante de ameaças? Ameaças na saúde, nas finanças, na vida sentimental, no trabalho, no ministério eclesiástico. Qualquer área pode ser porta aberta para invasão de inimigos ocultos.

            O cronista relata que todo Israel se congregou para pedir socorro ao Senhor. O ideal divino é a inclusão de todos com um só parecer, um só pensamento. Uma comunidade dividida distancia-se da busca da vitória. É preciso unir-se para buscar ao Senhor.

            No ano de 930 a.C. morre Salomão. Uma sucessão de reis assumiu o trono e muitos deles se distanciaram dos preceitos divinos. Mas por volta de 872 a.C. Josafá é coroado rei e faz o que é reto aos olhos de Deus. Conduz o povo à adoração conforme os Estatutos de Moisés. Toda ajuda contra invasores, no reinado desse rei justo, foi obtida do Trono da Graça. E a vitória foi garantida pela presença divina, invocada geralmente pela congregação dos filhos de Israel. Ou por busca pelos sacerdotes, reis  e profetas tementes a Deus.

Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e me buscar, e se converter dos seus maus caminhos, então, eu ouvirei dos céus, perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra.

(2 Cr 7:14)

            Quando o rei Salomão terminou a construção do Templo, a Casa do Senhor, Deus apareceu-lhe em sonho e pronunciou essas palavras. Oração, humilhação, conversão de caminhos tortuosos é condição necessária para tocar a eternidade e receber  favor de Deus  em tempos de guerra. Josafá meditava na Lei dia e noite. Conhecia bem essa direção.  Por isso reuniu Judá e em voz alta pronunciou:

Ah, Senhor, Deus de nossos pais, porventura, não és tu Deus nos céus? Não és tu que dominas sobre todos os reinos dos povos? Na tua mão está a força e o poder, e não há quem te possa resistir.

( 2 Cr 20:6)

            Essa convicção levou o rei a concluir a oração afirmando que em nós não há força para resistirmos a essa grande multidão que vem contra nós, e não sabemos nós o que fazer; porém os nossos olhos estão postos em ti. (2 Cr  20: 12)

            Paulo avisou aos coríntios que Deus tornou louca a sabedoria deste mundo ( l Cor. 1:20). Por essa razão, qualquer ameaça contra a tranquilidade deve ser erradicada com a busca pela sabedoria que vem do alto. O coração humano é enganoso e nem sempre está conectado com o reino espiritual. Se nossa luta é contra seres invisíveis que habitam as regiões da maldade, a garantia do retorno da paz se faz com armas que são poderosas em Deus.

            E quando temos que socorrer os aflitos estando nós mesmos precisando de socorro? Há um paradoxo em que Deus nos coloca sempre. Negar-se a si mesmo e carregar a cruz é tarefa permanente do cristão. Muitas vezes estamos em conflitos internos e somos chamados a prestar ajuda a outros que estão em situações semelhantes, ou pior. Socorrer vem do grego eparkeo e significa ser forte o suficiente para ajudar e aliviar, conforme o dicionário Vine.

            Temos, sim, que nos fortalecer no Senhor e na força de seu poder. Para isso, a busca pelo favor divino deve permear o dia a dia. A bênção recebida deve ser compartilhada. Principalmente a de socorrer os aflitos de coração, soltando-lhes as ataduras que retiram a mobilidade, e a capacidade de enxergar solução. Na congregação de Judá, após a oração de Josafá, veio o Espírito do Senhor sobre Jaaziel e todos ouviram a resposta:

 

Não temais, nem vos assusteis por causa desta grande multidão, pois a peleja não é vossa, mas de Deus. Neste encontro, não tereis de pelejar; tomai posição, ficai parados e vede o salvamento que o Senhor vos dará,  porque o Senhor é convosco. 

(2 Cr 20:15)

 

            Diante das lutas que só se findarão com a vinda de Jesus Cristo, tomemos posição: conheçamos, e prossigamos em conhecer ao Senhor
(Os 6:3).

Por Auxilandia, pastora em Cristo, serva de Deus.

06 - 04 - 2011     

 
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