Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação de vossa mente, para que possais experimentar  qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.

(Rm 12:2)

 

            Diversas coisas acontecem no universo. Mas nem tudo que ocorre é expressão da vontade divina. A onisciência, como atributo eterno de Deus, o leva a ser Senhor do passado, do presente e do futuro. Entretanto, o reino das trevas se opõe a tudo que é belo, agradável e perfeito. Nada foge ao controle do Criador. Isso não significa que pode o homem decidir, a partir de suas razões, o que é e o que não é resultado do agir divino.

Leis espirituais quebradas desencadeiam um processo destruidor. É aí que entra a ação de um intercessor. De alguém que se coloque na brecha a favor de um mundo pacífico.  Não faz sentido orar para destruir obras do próprio Deus. Por isso, nem tudo que acontece vem do Pai das luzes.

 

Para isso se manifestou o Filho de Deus: para destruir as obras do diabo.

( 1 Jo 3:7)

Somos filhos recriados segundo a verdade de Deus, segundo sua justiça. Temos a mente de Cristo. Logo, somos transformadores de um mundo tenebroso.

A paz foi retirada? Não nos conformemos. Tomemos imediatamente as armas poderosas em Deus e recorramos a Jesus para que as obras do maligno sejam desfeitas.

Fácil é verbalizar. Como levar o saber teórico ao campo prático? Somente por meio do discernimento. É um dom que devemos buscar com zelo. Encontramos o discernimento no encontro diário com aquele que abre os olhos do coração para enxergarmos o laço oculto preparado nas regiões da maldade. O alimento sólido é dado aos que, pelo exercício das faculdades, se tornam aptos a discernirem não somente o bem, mas também o mal (Hb 5:13).

Vós, na verdade, intentastes o mal contra mim; porém Deus o tornou em bem, para fazer, como vedes agora, que se conserve muita gente em vida. 
(Gn 50:20)

            Por que Deus permite o mal? Pergunta que desde a primeira geração permeia o cérebro de qualquer ser pensante.  José, com certeza, no calabouço e ao ser vendido pelos próprios irmãos ao Egito, passou por dores e aflições ao tentar entender a razão da maldade vinda a seu encontro, da crueldade praticada por sua família.

             Como toda Escritura Sagrada foi divinamente inspirada por Deus (2 Tm 3:16), devemos procurar somente nela a compreensão de certas situações pelas quais passamos. Conforme o relato em Gêneses 50, não foi vontade boa, perfeita e agradável de Deus que José sofresse a rejeição e inveja dos irmãos. Porém, como transformador do mal em bem, Deus fez de José o governador do Egito. José recebeu das mãos divinas a recompensa do sofrimento  de maneira grandiosa.

Preparas-me uma mesa na presença dos meus adversários, unges-me a cabeça com óleo; o meu cálice transborda 

(Sl 23:5).

Davi pediu ao Senhor que sua vitória se tornasse visível aos olhos de seus inimigos. E Deus faz isso. Ele faz que a bondade e a misericórdia nos sigam por todos os dias de nossa jornada terrestre. Claro que haverá dias maus. O fim de todas as coisas ainda não foi estabelecido por Jesus. Quando isso acontecer, serão destruídos todo principado e toda potestade. E o mal será extirpado pela raiz eternamente. Lembremo-nos de que nossos inimigos não são seres humanos, mas espíritos imundos que se utilizam de pessoas para intentarem o mal.

Todas as coisas sujeitaste debaixo dos seus pés. Ora, desde que lhe sujeitou todas as coisas, nada deixou fora do seu domínio. Agora, porém, ainda não vemos todas as coisas a ele sujeitas;

(Hb 2:8)

É por essa razão que ainda passamos por batalhas espirituais que se refletem no reino físico.  Recebemos livramento quando nos achegamos confiadamente a Jesus a fim de recebermos misericórdia e graça para socorro em ocasião oportuna (Hb 4:16).

Não há nada que possamos fazer para Deus nos amar mais ou menos. Ele nos ama mesmo que sejamos infiéis. O que traz o livramento divino é nossa incessante busca pelo bem que desce do trono da graça. Ou o clamor de intercessores que transforma o mal, enviado pelas trevas, em bênçãos. E, certamente, o perdão dispensado aos malfeitores, pois como poderíamos não perdoar uns aos outros à luz de tudo que Deus nos perdoa?

 

Por Auxilandia, pastora em Cristo, serva de Deus.

20 - 04 - 2011     

 
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