Eis que faço coisa nova, que está saindo à luz; porventura, não o percebeis? Eis que porei um caminho no deserto e rios, no ermo.

(Is 43:19)

 

         Aurélio define novo como o “que acaba de ser feito ou adquirido e/ou ainda não foi posto em uso.” Isaías proclama mensagem para levar esperança aos israelitas e utiliza figuras de linguagens para ressaltar a novidade que estava prestes a descer do Pai das Luzes. Era algo não percebido pelos olhos carnais e não imaginado pela razão. As forças dos israelitas haviam sido minadas pelos opressores. Novidade era preciso acontecer, como atravessar o deserto por caminhos seguros. Ou encontrar rios em lugares inabitados, descampados.

         As lutas contra o reino da maldade remetem à meditação em lugares frios, áridos, que causam medo. Motivam pensamentos de desistência que pontuam o coração. Parar, retroceder, olhar para trás. A operação do maligno produz nas mentes palavras como essas que se transformam em portas para o retrocesso.

 

Mas o meu justo viverá da fé; e se ele recuar, a minha alma não tem prazer nele.

(Hb 10:38)

         O escritor de Hebreus faz uma referência ao profeta Habacuque para explicar a importância de se manter a fé em atividade. A soberba havia invadido o coração dos inimigos de Israel. Mas o justo juiz avisou:

 

Eis que a sua alma está orgulhosa, não é reta nele; mas o justo pela sua fé viverá (Hc 2:4)

         A fé baseada na justiça que vem de Deus traz vida em abundância. Fé é arma espiritual para vencer os dias nocivos. Receber bênçãos divinas das mãos de mensageiros humanos é expressão do amor eterno que se traduz nos cuidados diários.

        

Quantos livramentos o Senhor nos concede dia após dia? Quanta coisa nova o Senhor realiza para nos livrar do morte que assola ao meio dia! Morte das realizações, da confiança inabalável!

Isaías ouviu  de Deus que algo novo se faria em prol de sua vida e de sua nação. Mas antes que se materializasse a coisa nova, ele creu. Entendeu que palavras geram ações. Que ações são frutos de pensamentos elaborados em situações da calmaria ou de angústia. Portanto, era necessário trazer à memória o que daria esperança. O que faria com que ele não retrocedesse e ainda projetasse a visão para o alvo, que era o Santo de Israel. O único Senhor que o atraía com cordas de amor salvaria sua alma dos soberbos.

 

E o que estava assentado sobre o trono disse: Eis que faço novas todas as coisas. E disse-me: Escreve; porque estas palavras são verdadeiras e fiéis. E disse-me mais: Está cumprido. Eu sou o Alfa e o Omega, o princípio e o fim. A quem quer que tiver sede, de graça lhe darei da fonte da água da vida.Quem vencer, herdará todas as coisas e eu serei seu Deus, e ele será meu filho. (Ap 21:5)

 

         Quando João escreveu esse texto, representativo da vitória final de Jesus sobre as trevas, ele estava preso na Ilha de Patmos. Estava vivendo dias de opressão, sem perspectivas em sua vida material. Mas o bem maior, que é a vitória na eternidade, dava-lhe estruturas para lançar ansiedades naquele que cria coisas novas.

         Quando somos vocacionados para agregar valor ao reino da luz, as trevas se opõem de forma surpreendente. Mas o que mantém em perfeita harmonia as coisas criadas avisa por meio de sonhos, visões e profecias o intento do maligno. E dá a senha para driblar as artimanhas. E traz vitória.

 

Com certeza o Senhor Deus não fará nada sem antes revelar o seu segredo aos seus servos, os profetas.

(Amós 3:7)

 

         A luz divina brilhará nos corações quebrantados. E serão capazes de enxergar as boas novas.

 

Por Auxilandia, pastora em Cristo, serva de Deus.

27 - 04 - 2011     

 
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