Meu Pai, se possível, passe de mim este cálice! Todavia, não seja como eu quero, e sim como tu queres

(Mt 26:36)

            Cura vem do grego therapeia e denota cuidado, atenção, terapia, tratar, sarar.  É fácil cuidar de uma ferida no corpo físico. E na parte invisível do ser humano? Como tratar a alma? Esse desafio tem tirado o sono dos melhores psicólogos e psiquiatras. Isso porque a estrutura invisível não relata exteriormente  os segredos do coração.

Quem pode penetrar o interior e discernir os propósitos da mente?

Eu, o Senhor, esquadrinho o coração, eu provo os pensamentos.

 (Jr 17:10)

Somente Deus penetra o profundo e o escondido de cada alma. Como todo ser humano precisa constantemente de cura interior, Jesus deixou o exemplo de que há necessidade de abrir o coração. Ele fez isso no Jardim do Getsêmani. Como autor da obra salvífica, Jesus precisava chamar à existência aquilo que não estava existindo em momentos antes de ser preso. Afinal, como verbo encarnado, experimentou a angústia de alma revelada com gotas de sangue.  Precisava de força para enfrentar a via crucis.

Então, chamando seus apóstolos mais chegados ( Pedro, Tiago e João), rasgou o coração com um pedido ao Pai. Implorou pela retirada do cálice, caso fosse possível. Ele não estava fugindo de sua missão redentora. Estava, sim, angustiado por saber que o pecado da humanidade recairia sobre seus ombros. Ele iria se tornar pecador em nosso lugar.

A minha alma está profundamente triste até à morte;
ficai aqui e vigiai comigo. (Mt 26:38)

            O Filho de Deus buscou intensamente cura para seu interior nos três momentos de oração antes de sua prisão. Dirigir súplicas a quem podia livrar sua alma da morte foi suficiente para enfrentar a dor da traição, as interrogações no Sinédrio e a negação de Pedro. Enfim, para suportar  morte de cruz. Sem ter máscaras, Jesus tirou as nossas para nos transportar do império das trevas e nos conduzir ao seu reino de paz.

Aceitar fraquezas é encontrar o caminho para cura interior. Investir tempo em oração é receber a cura. Jesus orou três vezes pela mesma causa. E foi curado, mesmo em meio a gotas de sangue. Não estava doente fisicamente e nem espiritualmente. Estava de alma ferida. Mesmo assim, submeteu-se à vontade soberana do Pai.

Temos nos prostrado diante do Trono da Graça para encontrarmos favor em tempo oportuno?

Não se sara alma com um toque de varinha mágica. Há um caminho a ser trilhado. É a comunhão diária com Deus que nos leva à cura. 

Jó é exemplo na história do Antigo Testamento de que o relacionamento com Deus promove gradativamente a restauração da alma abatida. Este homem íntegro e reto não deixou de questionar a Deus pelo seu estado de miséria e ainda pediu explicações. Deus não reprovou sua atitude. Pelo contrário, levou-o a uma reflexão profunda acerca da grandeza do universo criado pela palavra divina. Quando intercedeu pelos amigos que o acusaram, recebeu restituição. E aprendeu a ver a Deus com os olhos do coração.

Bens materiais são fáceis de reparo. E a dor da alma? Jó superou as perdas repentinas ao crer que seu Deus se levantaria e julgaria sua causa. Essa fé não brotou em seu coração de uma hora para outra. Foi fruto de orações diárias, oferecimento de holocaustos, intercessões por sua família.

Vinde a mim todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei.

(Mateus 11.28)

Se somente Deus sonda corações, a humanidade receberá  cura para o que se passa no âmago da alma tornando-se geração que busca a face de Deus a partir de princípios extraídos de sua Palavra.

Por Auxilandia Pementa, serva de Deus, pastora em Cristo.

18 - 05 - 2011     

 
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