Esforça-te, e esforcemo-nos pelo nosso povo, e pelas cidades do nosso Deus, e faça o SENHOR o que parecer bem aos seus olhos.

(I Cr 19:13)

 

         Aurélio define esforço como “mobilização de forças, físicas, intelectuais ou morais, para vencer uma resistência ou dificuldade, para atingir algum fim.” Conceitua também como coragem. Fácil é ler e entender o significado de uma palavra. Porém, a prática dessa compreensão  em situações de necessidade urgente exige do leitor atitude a partir  de um foco, de uma referência.

O que fazer para atingir objetivos  quando a energia se exaure diante de infortúnios?

         Israel passou por humilhações diante da batalha com os amonitas. Ao morrer o rei Naás, assume o trono seu filho Hanum. Davi, com toda pureza, envia, por essa ocasião, mensageiros para consolar o novo rei. Mas os conselheiros de Hanum o levaram a entender que se tratava de uma conspiração por parte de Davi. Armou-se uma guerra.

         Joabe, comandante do exército de Davi, revela orientação que garantiria a vitória: Era preciso empregar forças em prol dos israelitas e pelas cidades de Deus. Joabe compreendia a soberania e a onisciência divina. Por isso, mesmo com todo esforço, e toda energia humana sendo dispensada, a batalha era de Deus. Joabe lembra, então,  aos guerreiros que o desfecho seria o que bem parecesse aos olhos do Senhor. O Santo de Israel era o comandante supremo da batalha.

         Em sociedade injusta, é comum o íntegro ser aprisionado, caluniado, difamado. Jesus nos lembrou de que o mundo jaz no maligno. Aflições  pontuariam nosso viver  até que seu reinado fosse implantado. Paulo afirmou a Tímóteo que aquele que deseja viver piedosamente sofre perseguições.

 

As minhas perseguições e os meus sofrimentos, quais me aconteceram em Antioquia, Listra e Icônio, - que variadas perseguições tenho suportado! De todas, entretanto, me livrou o Senhor. Ora, todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos. (II Tm 3:11-12)


Permanecer no centro da vontade de Deus não é  garantia de ausência de tribulações. É mandamento a ser obedecido sem temor.

A benevolência planejada por Davi resultou numa Guerra. E aí? Deixaria ele de fazer o bem? Jamais! Davi permaneceu lutando as guerras do Senhor, e Deus esteve com ele, dando-lhe  vitórias.

Devemos, sim, sofrer injúrias pelo reino dos céus, por amor ao nome que sobrepuja a todo nome,  porque bem-aventurados seremos se assim procedermos.


A imaturidade e a ignorância dos amobitas, por não temerem  a Deus, foram base para  derrota. Davi, um adorador que buscava a face do Santo de Israel, não deixou de se esforçar na defesa da cidade Santa. Em meio a orações, e a estratégias regadas a orientações divinas, convenceu Joabe a cobrar ânimo de todo exército.

No tempo de Davi a guerra era física. Hoje, a nossa luta é contra poderes dominadores da maldade. Nossa referência é o revestimento da força do Senhor e de seu poder. Uma das armas poderosas para quebrar fortalezas do inimigo é a oração.

Amo o Senhor, porque ele ouve a minha voz e as minhas súplicas. Porque inclinou para mim os seus ouvidos, invocá-lo-ei enquanto eu viver. Laços de morte me cercaram, e angústias do inferno se apoderaram de mim; caí em tribulação e tristeza. Então, invoquei o nome do Senhor: Ó Senhor, livra-me a alma. Compassivo e Justo é o Senhor; o nosso Deus é misericordioso. O Senhor vela pelos simples; achava-me prostrado, e ele me salvou. Volta,  minha alma, ao teu sossego, pois o Senhor tem sido generoso para contigo

(Sl 116)

 

         A oração se tornou para o salmista  uma fonte de conhecimento de Deus. Com ela, forças adentravam o coração contrito.

Esforçar-se, investindo horas de prostração ante o trono divino, garante triunfo em qualquer campo de ação.

         A oração chega a ser caracterizada como uma total dependência em Deus. É arma espiritual que  não provoca mudança na vontade celeste, todavia modifica vontade humana a partir do convencimento pelo próprio Espírito. É o que bem parecer aos olhos do  Senhor que prevalece de forma soberana.

         Façamos o que nos coloca em pé de vitória. Esforcemo-nos para defender o povo de Deus e a cidade do nosso Deus.

Os sírios, que ficaram do lado dos moabitas, reconheceram a derrota e foram levados a fazer paz com Davi.  E o serviram.

Todas as nações temerão o nome do Senhor, e todos os reis da terra, a sua glória, porque o Senhor edificou a Sião, apareceu na sua glória, atendeu à oração do desamparado e não lhes desdenhou as preces. 

( Sl 102:15).

 

Por Auxilandia, pastora em Cristo, serva de Deus, na força do Senhor.

25 - 05 - 2011     

 
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