O alimento do espírito e da alma
"Estou aflitíssimo. Vivifica-me Senhor, segundo a tua palavra. Aceita Senhor, a espontânea oferenda dos meus lábios e ensina-me os teus juízos." (Salmo 119:107)
 

       A aflição sem a Palavra tira-nos o foco da busca por Deus e nos leva à procura de satisfação imediata, que não produz a cura definitiva. Quem de nós não passa por aflições? Todos passam, porém quando somos vivificados pela Palavra tornamo-nos capazes de transcender as conseqüências das tribulações e, ainda, de nossos lábios, oferecermos sacrifícios de louvor ao aprender os preceitos divinos. É isso que o salmista relata ao longo dos 176 versículos que compõem o salmo 119. A ênfase é sobre o ministério da Palavra de Deus na vida interior de seus filhos, que tem sido vida e respiração espiritual em tempos de angústia.

"Se a tua lei não fora toda a minha recreação,
há muito que pereceria na minha aflição."
(Salmo 119:92).

       Que maravilha! O autor tem prazer na lei do Senhor e encontra refúgio. Ele descobre que a lei é a luz. Paulo, escrevendo aos Romanos, diz que pela lei vem o pleno conhecimento do pecado (Rm 3:20). E o pecado, hoje, com a morte vicária de Jesus, não tem mais poder sobre os que buscam o arrependimento. O salmista dá testemunho que a lei e a graça trabalharam em conjunto em sua vida. Hoje, o Espírito trabalha continuamente na vida do que crê, do que busca a lei do Senhor para encontrar pastos verdejantes e descansar à sombra do Onipotente. A Palavra de Deus, que é objetiva, escrita, inspirada, com a iluminação e o arrependimento dados pelo Espírito Santo, constituem a autoridade do cristão para vencer as tempestades da vida.

       Quando o salmista emprega o termo "lei" (Torah) está se referindo a muito mais do que os Dez mandamentos e as instruções cerimoniais que se cumpriram em Cristo. Ele traz em sua mente toda revelação de Deus encontrada nas Escrituras do Antigo Testamento. Hoje, temos, também, o Novo Testamento que nos conduz a uma maior compreensão da revelação do Criador. A Palavra nos permite conhecer melhor a Deus e nos achegar a ele. Ser irrepreensível não significa ser impecável (pois a Bíblia nos ensina que quem diz que não peca é mentiroso), mas sim cultivar sinceridade, integridade e uma devoção verdadeira ao Senhor. Jeremias escreveu, no capítulo 29, versículo 13:
"Buscar-me-ei, e me achareis, quando me buscardes de todo coração".
O nosso manual básico é a Palavra de Deus, todavia, a menos que ele abra nossos olhos, jamais veremos as coisas extraordinárias que se encontram escondidas em suas páginas, pois é seu amor que está em nosso coração (Rm 5:5) e seu Espírito nos capacita (Gl. 5:16-26). Dessa forma, a sua lei não é um jugo cansativo que nos oprime. "Seus mandamentos não são penosos" (1 Jo 5:3), são alimento para o espírito.

       Os israelitas se reuniam no templo com ações de graças pelo passado, dedicação para o presente e expectativas para o futuro. Esses componentes formavam o culto em Israel expresso em Salmos - um culto arraigado na revelação de Deus na história deles. Revelação que trazia cura, incentivos e esperança. Hoje, a ordem no Novo Testamento é que não deixemos de congregar, pois um tem salmo, outro tem revelação, outro palavra, outro conforto. E assim, as aflições vão sendo dissipadas pela nuvem de glória e pela coluna de fogo que nos sustentam dia após dia. Leia a Palavra, diariamente, coma o Pão, diariamente, vá aos cultos de adoração ao Senhor. É seu alimento, é sua força para vencer as lutas que se armam, muitas vezes de forma invisível, mas com conseqüências no mundo racional.

"Aflição e angústia se apoderam de mim;
contudo os teus mandamentos são o meu prazer"
(salmo 119:143)

Por Auxilandia, serva de Deus, pastora em Cristo.

8 - Maio - 2009       

 
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