Tu és o meu esconderijo; tu me preservas da tribulação e me cercas de alegres cantos de livramentos.

(Sl 32:7)

 

         No mundo antigo, as cidades eram construídas com muros protetores contra invasão inimiga. A presença das paredes fortes revelava segurança contra bando de saqueadores. Além dos muros, havia ainda as cidadelas, que eram fortalezas defensivas duma região.

 

Quantas vezes nossa imaginação nos transporta para cidadelas?  Períodos de turbulências no pensamento conduzem a humanidade fragilizada ao encontro de um lugar que ofereça esconderijo em busca de livramentos.

 

         O salmista Davi conhecia bem as cidades fortificadas. Ao fugir das perseguições do rei Saul, por muitos anos, o rei segundo o coração de Deus obteve elementos para compor orações de reconhecimento e agradecimento àquele que verdadeiramente livrava sua alma da morte. Entoava alegres cantos de livramentos  durante as tentações malignas vindas da comitiva de Saul.

 

         Ao se sentir preservado das grandes tribulações, o salmista usou dons e talentos a serviço do Santo de Israel. Com sua harpa, ou outros instrumentos, compôs canções em forma de salmos que se tornaram legado eterno. Hoje, temos acesso a essas orações inspiradas pelo Espírito do vivo Deus. Elas são úteis para pontuar nosso comportamento diante de perseguições e invasões inimigas.

 

Sede forte, e revigore-se o vosso coração, vós todos que esperais no Senhor

(Sl 31:24)

 

         Deus não é limitado por tempo e nem por espaço. É princípio e fim. Mas nós, sim, somos dependentes de uma proteção que não apresente falhas. Isso só é possível quando o auxilio vem de um ser onipotente, onisciente e onipresente. Esses atributos são inerentes a Deus e dele emana o esconderijo seguro. Expressar devoção e agradecimento ao Senhor é sinal da eterna salvação pela qual fomos alcançados.

Esperar no Senhor não é fácil. Requer administração dos pensamentos. O adversário da alma revela derrotas e insucessos. Faz-nos esquecer dos benefícios que dia após dia recebemos pela graça e misericórdia divina.

O crente em Jesus passou pelo processo da regeneração, justificação e santificação e passará pelo último estágio da plenitude salvífica que é a  glorificação. Paulo afirma que esperamos a adoção, ou seja, a redenção do nosso corpo.  Aí, sim, a estatura do varão perfeito se completará em nossas vidas. Nesse tempo, não mais nos esforçaremos, pois completaremos nossa carreira, e nossa fé estará intacta, guardada na cidadela forte, construída não por mãos humanas, mas pelo Logus divino.

 

Na verdade, na verdade vos digo que quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida.

(Jo 5:24)

 

         Jesus nos revela a perfeita segurança na redenção divina. Um Deus que doou seu Filho Unigênito para nos esconder da maldade satânica por meio da cruz, quando expôs principados e potestades ao ridículo, não permitirá que tentações ultrapassem o limite humano. Mas para isso é necessário fé, mesmo que seja do tamanho de um grão de mostarda. É preciso esforço para clamar, pedir, invocar proteção divina em meio ao caos.

 

         Esconder vem do hebraico satar e denota a ideia de abrigar, encobrir, ocultar completamente do inimigo.

 

Guarda-me a alma e livra-me; não seja eu envergonhado, pois em ti me refugio.

 (Sl 25:20)

 

         A esperança contínua e paciente de Davi o conduzia a orações diárias durante as perseguições que sofria. O refúgio eterno não vinha do Oriente, nem do Ocidente. Descia do alto, por isso não levantava altivamente a força de seus braços e nem falava com insolência contra a Rocha Eterna. Ele bem sabia que o auxílio procedia da boa mão do Senhor. Mesmo com pouca força, ele dizia:

 

Levanta-te, ó Deus, pleiteia a tua própria causa; lembra-te de como o ímpio te afronta todos os dias.

( Sl 74:22)

 

         Estamos sofrendo afrontas? Não nos preocupemos. Todo desprezo, humilhação e injúria sobem como cheiro desagradável e são dirigidas ao próprio Deus.

         Ao ensinar seus discípulos, Jesus afirmou que a recepção, por um pequenino, de roupa, alimento, visita ou abrigo era a ele direcionada. Também disse que a omissão dessa ajuda era a ele pretendida.

         Que passemos  a orar como Davi:

Senhor, tu és o meu esconderijo e por meio de ti chegará o livramento, pois é a ti que afrontam e não somente a mim!

E a esperar nele, com confiança.

         Por Auxilandia, pastora em Cristo, serva de Deus.

15 - 06 - 2011     

 
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