Bem aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus (Mt 5.3)

            De geração a geração há mergulhos profundos e desafiadores em busca da superação da guerra. Paz é tema de qualquer movimento em defesa do exercício dos direitos humanos. Mas por que a consciência humana usa a história como fio condutor e não encontra respostas sustentáveis? Sempre existiram guerras e conflitos internos que desencadearam processos de violência externa. Soluções já deveriam ser temas divulgados por historiadores em prol de uma vida serena na terra.

Como quereis que os homens vos façam, assim fazei-o vós também a eles. (Lc 6:31)

            Se esta frase estivesse num livro de auto-ajuda, os adeptos dos gurus da sabedoria humana entenderiam o significado da paz. É dando que se recebe. Se todas as vontades estivessem submissas ao bem esperado para si, a partir da oferta desse bem ao próximo, o mundo caminharia sem atalhos para a conquista da vida pacífica e implantação do reino dos céus.

            Jesus Cristo, há mais de 2 mil anos, expôs verbalmente o passo a passo para a verdadeira justiça. O poder divino inspirou homens que registraram esses ensinamentos, de forma que se tornaram guia prático para garantir uma vida regada às bem aventuranças.  Lucas explicou que o reino dos céus está dentro de cada um (Lc 17:21). Paulo foi mais além. Afirmou aos romanos que o reino dos céus não consiste em comida e nem em bebida, mas em justiça e paz, e alegria no Espírito Santo (Rm 14:17).

A pergunta que deve permear a vida do cristão para que haja resposta espiritual sustentável  e produza efeito libertador é:

            Minha casa foi construída sobre a Rocha? E quando a construção revela areia no fundamento tenho buscado a Rocha Eterna?

                        Ao término do ensinamento, Jesus afirmou que a prática da Palavra é a garantia da vida feliz. Não a Palavra por si só. Os humildes de espírito conquistam o reino celeste. O que é humildade em termos espirituais? Aurélio define esse vocábulo como “virtude que nos dá o sentimento da nossa fraqueza”.  Espiritualmente podemos utilizar esse conceito. As limitações humanas apontam para a necessidade que temos de Deus. E nos levam a buscá-lo incessantemente por meio da mudança de nossas atitudes, pautadas no exercício dos comandos bíblicos.

            Assim como necessitamos do ar por Deus criado, ansiamos por comunidades felizes. Humildade, mansidão, fome e sede de justiça, misericórdia, coração limpo, pacificação nos remetem ao reino de Deus. E a implantação desse reino responde às inquietações e movimentos em busca de paz mundial.

“...o reino dos céus é tomado por esforço, e os que se esforçam se apoderam dele.”( Mt 11:12)

            O agir responsável do cristão produz paz. Mas o próprio Jesus ressaltou que a posse do reino é para os que se esforçam. A responsabilidade que pesa sobre os ombros dos seguidores de Cristo vai além da leitura bíblica. Deve atingir a prática para que o reino das trevas seja desfeito. Atitude em relação ao mundo reflete  a atitude em relação a Deus..

            O nosso ser pessoal responsável parte da pressuposição de um Deus soberano, em que sua vontade sublima a de qualquer mortal. Isso somente é alcançado na esfera da fé, pois sem ela é impossível atingir a espiritualidade que dá sustentação ao crente que vive num mundo que jaz no maligno.

A minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza.

(Cor. 12:9)

A humildade é brecha para manifestação do poder de Deus e aniquilação do mal. Sejamos humildes, aceitando nossas limitações e dispondo de nossas potencialidades em prol do reino celeste.

Por Auxilandia, pastora em Cristo, serva de Deus.

06 - 07 - 2011     

 
< < Voltar para índice de mensagens
|- - IEMB - Design: João Batista A.P - igreja@igrejamissionariabrasileira.org - Leia a Bíblia, ouça a voz de Deus - Ministério: Pr. João Nogueira Pimenta - MR: 1024 x 768 - -|