Compadece-te de mim, Senhor! Vê o sofrimento que me causam os que me odeiam. Salva-me das portas da morte, para que, junto às portas da cidade de Sião, eu cante louvores a ti e ali exulte em tua salvação.

Sl. 10:13-14

 

         Repousar vem do hebraico nuah e denota a ideia de aquietar-se, descansar. Depois de duros ataques, e constantes dificuldades, por a mente em repouso é meta de redução do estresse de qualquer ser humano sujeito às intempéries emocionais.

         Como atingir esse objetivo? Numa época em que novidades medicinais entram e saem de moda como se troca de roupa, o melhor é procurar algo perene, com cara de eternidade.

O SENHOR será também um alto refúgio para o oprimido; um alto refúgio em tempos de angústia.

(Sl 9:9)

 

         Davi enxergou o invisível. Buscou resposta  naquele que não tem princípio nem fim, que sempre existiu e existirá. Rasgou a alma e ainda sugeriu o que precisava. O Senhor dos Exércitos garantiria o livramento da morte física, emocional e espiritual e traria alegria necessária para que louvores fossem entoados na Santa Cidade.

         A palavra hebraica yasha (salvar) significa tirar ou procurar tirar alguém de um fardo, opressão ou perigo. As portas mortais rondavam Davi. Sem mergulhar em sua força humana, o rei, com espírito empreendedor, dirigiu palavras que atingiriam seu alvo. Exclamou com fé:

Levanta-te, Senhor, salva-me, Deus meu!

 (Sl 3: 7)

         A fé nos coloca na dimensão de autoridade espiritual. Não na de emitir ordem ao  criador, uma vez que o Soberano age com base em sua vontade, que se revela em dar muito mais do que pedimos ou imaginamos pedir.  Oração atendida é a que se conforma com o arbítrio divino.

 E como saber a vontade do Senhor se a mente humana é incapaz de esquadrinhar o pensamento divino? Há um vento que vem de onde não se sabe e vai para lugares ainda mais desconhecidos. E somente podemos ter o benefício desse sopro de vida quando lançamos sementes no reino espiritual. O Espírito Santo é quem dá as coordenadas para  quem procura salvação nesta vida e na eternidade.

 

Porém eu buscaria a Deus; e a ele entregaria a minha causa. Ele faz coisas grandes e inescrutáveis, e maravilhas sem número. Ele dá chuva sobre a terra, e envia águas sobre os campos, para por aos abatidos num lugar alto; e para que os enlutados se exaltem na salvação. Ele aniquila as imaginações dos astutos, para que as suas mãos não possam levar coisa alguma a efeito. Ele apanha os sábios na sua própria astúcia; e o conselho dos perversos se precipita. Eles de dia encontram as trevas; e ao meio dia andam às apalpadelas como de noite. Porém ao necessitado livra da espada, e da boca deles, e da mão do forte.

(Jó 5:8 ss.)

 

Deus dá harmonia em meio às adversidades por dicas espirituais. Mas para  que coisas ocultas e grandes sejam reveladas é necessário invocar o nome do Senhor.

 Como acontece essa busca? Pela oração. Ela dá lugar à verdade de Deus e retira dos olhos as circunstâncias desfavoráveis.

A alma passa, com a oração, a ter repouso sereno na generosidade divina. Mas não é a oração eventual. A continuidade na busca da face de Deus gera calmaria interior. 

Mesmo que se duvide que súplicas diárias são insuficientes para tocar o céu, a grandeza do amor de Deus excede a compreensão humana. O melhor é crer e perseverar em oração. Cada qual tem seu jeito de encontrar a essência divina. Uns louvam com cânticos, serviços, trabalhos voluntários. Outros, com adoração a partir de intercessões. É nesse movimento, que visa a prática do bem, que adentramos a eternidade e conquistamos paz. Mas nenhuma atitude substitui a oração, que é peça chave para vencer inimigos invisíves que se manifesta no reino físico.

Eis que a mão do Senhor não está encolhida, para que não possa salvar; nem surdo seu ouvido, para não poder ouvir.

(Is. 59.1)

        

Algumas situações retiram energia até para conversar com Deus. O que fazer? A melhor saída é contar com intercessores. Paulo ensinou que devemos orar uns pelos outros. Jesus deu exemplo quando intercedeu por Pedro para que Satanás não o peinerasse. Ele tinha um lugar exclusivo de oração. Subia aos montes e ali derramava pedidos ao Pai. Certamente, os primeiros alvos eram seus apóstolos, pois deles se formaria o alicerce para a proclamarção das boas novas.

Como anda a prática de nossa intercessão? Temos tido misericórdia dos doentes espirituais e fechado as brechas (nossas e deles) para que o amor de Deus produza seus efeitos?

E busquei dentre eles um homem que estivesse tapando o muro, e estivesse na brecha perante mim por esta terra, para que eu não a destruísse; porém a ninguém achei.

(Ez 22:30)

 

Que sejamos a geração que busca a face do Senhor e interceda pelo próximo. O sol da Justiça deve brilhar e trazer em seus raios a salvação e a quietude desejada pela humanidade.

Por Auxilandia, pastora em Cristo, serva de Deus.

21 - 07 - 2011     

 
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