Não deixes de fazer o bem a quem precisa, estando na tua mão o poder de fazer.

(PV 3:27)

No sul da África, homens com sentimentos de derrota em sua masculinidade cometem atrocidades contra lésbicas. Para eles, fazer o bem é não permitir que mulheres encontrem felicidade com parceiras. Em Estocolmo, projetos educacionais em que não há diferenças entre gênero feminino e masculino estão modificando a maneira de crianças estabelecerem distinção de valores pertencentes ao homem e à mulher. A criança escolhe o que quer ser: menino ou menina, não importando o sexo de nascimento.

Para essas mentes globalizadas, pouco importa a ordem criadora de Deus. Eles entendem que estão praticando o bem, atribuindo liberdade de escolhas ou praticando violências. Essas coisas de países democratas, que garantem liberdade individual, estão revolucionando o mundo e causando temores aos pais que percebem que muitas delas estão indo longe demais. Bem distantes dos princípios norteadores da criação do mundo.

 

A pergunta é: qual o significado de fazer o bem? Qual o conceito universal de prática do bem?

 

Aurélio define bem como “qualidade atribuída a ações e a obras humanas que lhes confere um caráter moral. [Esta qualidade se anuncia através de fatores subjetivos (o sentimento de aprovação, o sentimento de dever)] que levam à busca e à definição de um fundamento que os possa explicar.”

O bem exige que haja elementos que exprimam caráter moral, sentimento de aprovação e de dever. Aí é que entra o problema na definição de bem. O apóstolo Paulo afirma, pelo Espírito:

 

“Mas Deus dá o corpo como quer, e a cada semente o seu próprio corpo. Nem toda carne é uma mesma carne, pois uma é a carne dos homens, e outra a carne dos animais, e outra a dos peixes e outra a das aves. E há corpos celestes e corpos terrestres, mas uma é a glória dos celestes e outra a dos terrestres. Uma é a glória do sol, e outra a glória da lua, e outra a glória das estrelas; porque até entre estrela há diferença de resplendor.”

(I Cor 15:40 ss)

 

Para definir em termos divinos o que é bem e praticá-lo, é necessário conhecer o Deus que tudo criou. Ele fez com seu poder e inteligência céu, terra, astros, água, fogo, ar, seres com vida. Enfim, tudo ele criou. E quando criou, definiu parâmetros para essa invenção. E estabeleceu diferenças pela sua multiforme sabedoria.

Entender a dinâmica criadora é buscar definição de um fundamento que possa explicar o comportamento humano em busca da realização do bem. O fundamento é, sempre,  Jesus, que se fez homem para ensinar a prática do que é bom.

Se até entre estrelas e estrelas há brilho diferente, não podemos, com nossa definição desprovida da revelação divina, definir o que são ações dignas de aprovação social.

Há um ponto de partida. Mesmo que culturas sejam diversificadas, a semente divina foi inserida no coração de cada ser criado para louvor da glória de Deus. Além disso, foi deixado um manual eterno para guiar os caminhos humanos. A Bíblia, o guia universal de condutas, deve ser estudada com a  iluminação do Espírito Santo em busca da explicação do que vem a ser o bem.

 

A palavra grega Kalos se refere a bom, justo e é traduzido por bem. Indica aquilo que  é feito corretamente.

 

Libertar vidas de cativeiros espirituais é fazer o bem.

 

Fazemos o que é corretamente  quando invocamos a prença de Deus. Então, saímos da dimensão da sabedoria humana e adentramos a busca dos tesouros e riquezas do conhecimento ocultos em Cristo, que é o mestre da bondade. Levamos aos cativos o bem maior, que é a vida eterna revelada pela prática de boas obras e conquistada pela graça divina e pela fé.

 

Os que forem sábios, pois, resplandecerão como o fulgor do firmamento; e os que a muitos ensinam a justiça, como as estrelas, sempre e eternamente.

(Dn 12:3)

 

Ensinar justiça é praticar o bem. Mas qual o significado de justiça? Para os defensores de direitos humanos que não preservam princípios divinos, a justiça aparece vestida de virtude, de proveito. Mas o resultado é a destruição de valores eternos.

A generosidade mais profunda dirigida ao ser humano é a proclamação do evangelho, carregada de verdades da ordem criadora de Deus. Toda execução humana que visa melhorar as relações de paz deve seguir comandos divinos.

 

Obras produzidas fora da órbita de Deus não podem ser chamadas de bem.

 

A adesão ao Senhor nos livra da prática e das consequências do mal. E saber que não há lugar na geografia terrena que garanta a inexistência maligna é colocar em ação a fé. O confronto com aquilo que é nocivo ocorre a todo instante.  E a fé exigida para vencer aquilo que se opõe ao bem nos faz vencer o mal de cada dia. E realizar o bem, sempre.

 

E não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não houvermos desfalecido.

(Gl 6:9)

 

Por Auxilandia Pementa, pastora em Cristo, serva de Deus.

28 - 07 - 2011     

 
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