“Conheçamos e prossigamos em conhecer ao Senhor; como a alva, a sua vinda é certa; e ele descerá sobre nós como a chuva, como chuva serôdia que rega a terra.”
(Os. 6:3)

         A geração de hoje busca conhecimento utilizando a tecnologia como ferramenta global poderosíssima. Crianças cada vez mais adentram o mundo da informática ainda no colo. E não vai parar por aí. Grandes coisas na área da ciência vão acontecer. Usadas para o bem, são bênçãos divinas.

         Ginosko é a palavra grega que traduz o sentido de conhecer, saber. Desse termo emergiu o grupo gnóstico, que busca conhecimento da espiritualidade a partir de ideias próprias, de um movimento que sai do íntimo.

         Religiões aparecem daqui e dali quando seus fundadores resolvem mergulhar nos conceitos que brotam do coração de forma misteriosa e intuitiva. Eis aí o perigo que ronda a humanidade na área espiritual. A consciência, que é o conhecimento de si mesmo, ou saber com, desprovida da revelação do Deus criador pode causar estragos. Tudo que liga ao criador deve ter sua orientação, apenas.

        

“A soberba de Israel, abertamente, o acusa; todavia, não voltam para o Senhor, seu Deus, nem o buscam em tudo isso.”

(Os. 6:10)

 

Agindo assim, Israel procurou autodestruição. Transgrediu a aliança divina cometendo maldades sobre maldades. Falsidade, roubo, extorsão, mentira, opressão dos pobres, prostituição e adultério eram o que pontuava a vida da nação escolhida para ser padrão de referência dos valores eternos.

O Soberano chamou essa conduta de soberba. O povo havia se esquecido de Deus. Era preciso retornar ao início de tudo. Entender o significado de conhecer Deus.

 

“Que te farei, ó Efraim? Que te farei, ó Judá? Porque o vosso amor é como a nuvem da manhã e o como o orvalho da madrugada, que cedo passa.”

(Os. 6:4)

 

         Atos contínuos de amor.  Isso, sim, retrataria o conhecimento exigido do Deus de que tanto Israel se orgulhava.  Ser o povo escolhido fazia qualquer rosto reluzir de alegria. Quando se lembrava disso, a soberba tomava ainda mais o lugar da piedade.

A chamada para a obra missionária exige que o conhecer da maneira do agir celestial preencha o coração. Caso contrário, o servo passa a ser senhor e suas próprias palavras darão lugar à Palavra Criadora do universo, que é a única inspirada pelo Espírito do Vivo Deus. Não a nossa.  

 

O querer divino era enviar bênçãos ao povo de Israel. Chuva viria para regar a terra quando praticassem o bem. Mas eles se rebelaram e fugiram como pomba enganada.

 

“Desposar-te-ei comigo para sempre; desposar-te-ei comigo em justiça, e em juízo, e em benignidade, e em misericórdias; desposar-te-ei comigo em fidelidade, e conhecerás ao Senhor.”

(Os. 2:19)

        

         O Deus que enviou Jesus como cordeiro que tira o pecado do mundo não deixou Israel no erro para sempre. Avisou que, como marido fiel e amoroso, levaria seu povo ao conhecimento dele. E fez.  Com amor eterno enviou profetas para mostrar o caminho reto. Quem ouviu e obedeceu, recebeu o favor divino.

         O processo de pensamento que faz distinção entre o que é moralmente bom e ruim, e leva a abandonar o mal, com base na Palavra de Deus, é a chave da busca do conhecimento de que tanto necessita a humanidade. Não importa a ferramenta usada. Importa o alicerce no qual se procura ciência.

 

“Julgou a causa do aflito e do necessitado; por isso, tudo lhe ia bem. Porventura, não é isso conhecer-me? -- diz o SENHOR”

(Jr 22:16)

 

         Essa foi uma pergunta retórica que levou Israel a pensar. Josias foi um rei que fez o que era reto aos olhos divinos. Ele sim conheceu ao Senhor, quando praticou justiça em seu reino. Cuidou dos pobres, necessitados, viúva e órfãos. Incentivou o culto de adoração a Deus.  Compartilhou o bem que recebeu ao ser coroado rei.

        

Em que pé anda nosso conhecimento de Deus? Tem se estacionado no saber teórico, como somente belos sermões proferidos em altar de igrejas?

 

         O Rei eterno nos convida a conhecê-lo por meio de seus ensinamentos. Jesus Cristo não se contentou em falar às multidões. Agiu no reino físico com ações práticas. Tudo que o Pai ensinou, ele disse e fez. Não porque conhecia a eternidade, mas porque a obediência pontuou sua conduta.

         Conheçamos e prossigamos em conhecer ao Senhor.”

 

Por Auxilandia, pastora em Cristo, serva de Deus.

10 - 08 - 2011     

 
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