Não te precipites com a tua boca, nem o teu coração se apresse a pronunciar palavra alguma diante de Deus, porque Deus está nos céus, e tu, na terra. Portanto, sejam poucas as tuas palavras.

(Ec.5:2)

 

            No período estudantil, aprende-se a diferença entre linguagem e língua. Um dos conceitos acadêmicos afirma que a linguagem é um sistema sofisticado de comunicação que por meio de signos representa a nossa realidade. A língua é a revelação da linguagem.

Como tudo Deus criou, a língua foi por ele doada a humanidade, como obra de suas mãos.

De uma só boca procedem bênção e maldição. Meus irmãos, não é conveniente que estas coisas sejam assim. Acaso, pode a fonte jorrar do mesmo lugar o que é doce e o que é amargoso?

( Tg 10-11)

 

                A linguagem é resultado da inteligência divinamente recebida para fornecer a um povo unidade, aproximar famílias e amigos,  e promover sintonia com o mundo globalizado.  Ou simplesmente desprezar virtudes e travar uma guerra, gerar uma mágoa e matar uma alma.

            O escritor de Eclesiastes descreve a futilidade de uma vida sem conhecimento de Deus. Quando não se consegue enxergar propósitos na vida, especialmente em momentos de profundo sofrimento, o Criador é eleito pelos homens como alvo de todo questionamento. Mas o livro de Eclesiastes lembra que há céu e terra, e que quem se assenta no trono divino tem poder sobre os humanos. E o melhor a fazer é calar. Reduzir as palavras. Humilhar-se diante da potente mão divina e esperar solução na dimensão da fé que a tudo dá sentido.

Para se ter verdadeira satisfação, o sentido da vida é necessário, mesmo diante de perguntas sem resposta. Há mistérios demais que não se podem desvendar. Há enigmas que permanecem sem respostas por séculos e séculos. Mas nem todos compreendem isso. E abrem a boca sem conhecimento. Aumentam palavras contra o Altíssimo. Apagam o Espírito Santo no coração humano.

Sem direção divina, nada traz satisfação.

            Eclesiastes chama a atenção às palavras que atribuem a Deus a culpa de situações desagradáveis. E Tiago ressalta o dever de refrear a língua para não causar mortes em sentimentos por aí.

Observai, igualmente, os navios que, sendo tão grandes e batidos de rijos ventos, por um pequeníssimo leme são dirigidos para onde queira o impulso do timoneiro. Assim, também a língua, pequeno órgão, se gaba de grandes cosias. Vede como uma fagulha põe em brasas tão grande selva!

 (Tg 3:4-5)

 

            Jesus ensinou a seus discípulos como reconhecer uma boa árvore. Se a árvore é boa, bons serão seus frutos. E conclui a parábola afirmando que de toda palavra frívola que proferirem os homens, dela darão conta no dia do Juízo. As palavras podem justificar ou condenar.

            O que nos tem impedido de encontrar prazer diante de bênçãos recebidas em situações adversas? 

Sofrimentos devem ser sublimados pelo cuidado eterno de Deus. Palavras devem ser ditas para produzir cura, libertação. Alegrar a alma e arrancar sorrisos. Guiar cegos no caminho, orientar o indeciso, admoestar o rebelde. Avisar o perigo e apontar soluções.

Palavras que saem da boca do cristão devem refletir a presença do Espírito Santo. Devem denunciar o Cristo que morreu para dá vida em abundância. Vida com propósitos, por mais que um céu de bronze esteja sobre a cabeça, pois haverá momento em que o Sol da Justiça trará salvação.

 

Por Auxilandia, pastora em Cristo, serva de Deus.

24 - 08 - 2011     

 
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