Tens tu notícia do equilíbrio das nuvens e das maravilhas daquele que é perfeito em conhecimento?

 (Jó 37:16)

            Entendimento é palavra usada na esfera da sabedoria e literatura sapiencial.  Ser prudente, agir sabiamente, prestar atenção, ponderar, discernir são termos que não podem faltar no dicionário prático da vida de quem busca prosperar em tudo que põe a mão.

            Mas de onde vem o entendimento prático? Para vencer os obstáculos que a vida coloca frente à caminhada diária é preciso conhecer o autor da sabedoria.

Assim diz o Senhor: Não se glorie o sábio na sua sabedoria, nem o forte, na sua força, nem o rico, nas suas riquezas. Mas o que se gloriar, glorie-se nisso: em me conhecer e saber que eu sou o Senhor e faço misericórdia, justiça e juízo na terra.

 (Jr. 9:23)

            Deus dá um recado aos moradores de Judá pela boca de Jeremias. Avisa que nada sabiam e que recursos materiais jamais pontuariam um conhecimento de Deus. Era preciso ter humildade em reconhecer que perfeição em conhecimento é atributo exclusivamente divino. Sem misericórdia, a sabedoria perde o valor.

 

Mas o meu espírito me obriga a responder segundo o meu entendimento.

 (Jó 20:3)

            Jó respondeu às interrogações de seus amigos e falou acerca de Deus conforme o conhecimento que tinha antes de seu sofrimento. Mas depois que viu a impotência humana frente aos ataques de inimigos espirituais, compreendeu que nada sabia. Nem mesmo notícia do equilíbrio das nuvens, ou onde se encontrava quando os fundamentos da terra foram lançados.

            Ele foi levado a crer para compreender a grandeza de Deus. O entendimento humano é limitado pelo poder criador de Deus. Todo avanço da ciência tem o dedo divino.

 

Ensina-nos o que lhe diremos; porque nós, envoltos em trevas, nada lhe podemos expor.

(Jó 37:19)

            Diante de tantos mistérios, Jó conclui que é indigno. Põe a mão na boca. Nenhuma resposta satisfaria as indagações de Deus acerca da complexidade do universo. Muito ainda havia para aprender e entender as questões do dia a dia pontuadas por influências do reino espiritual.

           

Eis que vos tenho ensinado estatutos e juízo. Guardai-vos, pois e cumpri-os, porque isto será a vossa sabedoria e o vosso entendimento perante os olhos dos povos que, ouvindo todos esses estatutos, dirão: certamente, este grande povo é gente sábia e inteligente.

(Dt 4:6)

 

            O coração humano anseia por tranquilidade. Obedecer aos preceitos divinos é a garantia de uma vida pautada na harmonia. E quem não sonha com justiça e paz?  Temer ao Senhor para gerenciar atitudes dignas de aprovação é a base do entendimento.

Há no coração do ímpio a voz da transgressão; não há temor de Deus diante de seus olhos. As palavras de sua boca são malícia e dolo; abjurou o discernimento e a prática do bem.

( Sl 36.2)

            Transgredir é rebelar-se. É ter vida expressa na apostasia. Jó não havia transgredido e enfrentava adversidades. E não deixou de fazer o bem. Nem tampouco de continuar crendo num Deus justo. Quando obteve restituição de tudo que perdeu, foram-lhe acrescentados entendimento e sabedoria que ultrapassaram seu raciocínio. Primeiro, creu. Depois, compreendeu.

Por Auxilandia, pastora em cristo, serva de Deus.

07 - 09 - 2011     

 
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