Disse-lhe o senhor: Muito bem, servo bom e fiel; foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor.

(Mt 25:23)

 

         Que povo deixa de sonhar com sustentabilidade, harmonia, redução da desigualdade e do sofrimento? Nenhum. O mundo busca tudo isso. E vai além. Procura menos intolerância, menos violência.

Neste movimento íntimo de buscar o fim da guerra, da fome e da doença surgem ações humanitárias dignas de louvor. É o caso de organizações como a Unicef que promove a defesa dos direitos da criança, da Cruz Vermelha Portuguesa que leva socorro e assistência aos países assolados pela fome, guerra e miséria. E muitos outros que por aí contribuem para que cada pessoa sinta-se como um ser merecedor de atenção e cuidado.

Jesus, como verbo, encarnado ensinou seus discípulos a compartilhar habilidades e a suportar fraquezas humanas. Com uma parábola que descreve a capacidade em multiplicar recursos a partir de atitudes simples e sensatas, ele fala acerca do princípio da ajuda mútua.

É mister socorrer os necessitados e recordar as palavras do próprio Senhor Jesus: Mais bem aventurado é dar do que receber.

(Atos 20:35)

 

                   Talento, na época do mestre Jesus, significava soma de dinheiro. Com o passar do tempo, esse vocábulo recebe, em português, o sentido de presente, habilidade, aptidão, dom.

A palavra grega charisma denota a ideia de dom envolvendo a graça. O ato de dar pontuou a vida de Jesus. Não somente doou ensinamentos, mas cura, libertação, alimentos físicos. Como homem, ele compreendeu a necessidade de suprimento de recursos materiais, além de espirituais.  Mas, para isso, colocou suas habilidades a serviço do reino celeste. Não deixou de lado a base espiritual necessária para encontrar forças e resistir às oposições.

Onde houver alguém pronto a agir para garantir processos de melhor condição de vida, haverá quem se levante com ações contrárias. Isso desde o Jardim do Éden, onde Satanás, em forma de serpente, enganou Eva. Compreender que o reino das trevas é combatido com ações beneficentes é o primeiro passo para se internalizar preceitos de solidariedade.

 

E sabei também vós, ó filipenses, que, no início do evangelho, quando parti da Macedônia, nenhuma igreja se associou comigo no tocante a dar e receber, senão unicamente vós outros.

(Fl 4:15).

 

Paulo sentiu isso na pele. Uma só igreja contribuiu para a propagação do evangelho.

Foi levada pela força do encanto que produz benignidade. Essa congregação esteve sensível à voz do Espírito Santo. Para ser inserido na dinâmica da doação é preciso desenvolver comunhão profunda com Deus. É ele o autor de tudo que traduz bondade e perfeição.

Temos colocado à disposição do reino divino habilidades e recursos?Ou temos enterrado talentos?

Eu farei de ti uma grande nação; abençoar-te-ei, e engrandecerei o teu nome; Sê tu uma bênção.

(Gn 12:2)

         O relato bíblico ressalta a prosperidade de Abraão. Mas expressa que não foi sem mais nem menos que recebeu bênçãos. Ele acolheu também o dever de ser canal abençoador por onde passasse. E peregrinou por várias terras. A obrigação que pesava em seus ombros foi cumprida, pois quanto mais recebia, mais doava. A maior riqueza que adquiriu foi a espiritual. Essa ninguém lhe tirou.

Crédito divino vale para livramentos, cura, libertação e prosperidade. Transação no banco celeste depende de investimento do amor prático aqui na terra. Ao se multiplicarem talentos, o saldo da conta cresce. Do contrário, choro e ranger de dentes acontecem. O gozo com o Senhor virá na medida em que o pouco é doado em prol de muitos. E sempre haverá multiplicação.

Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas.

(Ef. 2:10)

 

Como saber o conceito de boas obras? Deus deixou um manual de conduta prática, a Bíblia. Nela, podemos definir num mesmo parecer o que ele requer dos mortais.

 

Ele te declarou, ó homem, o que é bom; e que é o que o Senhor requer de ti, senão que pratiques a justiça, e ames a benevolência, e andes humildemente com o teu Deus?

(Mq 6:8)

         Parece fácil cumprir esses mandamentos. Não é. Colocamos, em tudo, dificuldades. Dizemos que não é o momento, ou que não possuímos recursos excedentes, ou mesmo que não temos vocação para isso....

         O pouco aplicado no reino revela o amor à benevolência, a prática da justiça e a humildade em reconhecer que tudo que temos, tudo que somos, vem do Senhor. E de mais ninguém. E é para o reino dele que tudo deve retornar em forma de misericórdia.

         Que não negligenciemos a aplicação de talentos no reino celeste!

 

Por Auxilandia, pastora em Cristo, serva de Deus.

14 - 09 - 2011     

 
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