Confia no Senhor de todo o teu coração e não te estribes no teu próprio entendimento. Não sejas sábio aos teus  próprios olhos; teme ao Senhor e aparta-te do mal.

(Pv 3:5 e 7)

 

         Casa de ferreiro, espeto de pau. Pau que nasce torto, nunca se endireita”.  Essas frases tem pontuado a cultura de muitos povos. São provérbios, que segundo o conceito de Aurélio, pertencem ao grupo de “máxima ou sentença de caráter prático e popular, comum a todo um grupo social, expressa em forma sucinta.”

Provérbios são verdades gerais que se apoiam na larga experiência e na observação. São princípios que, em sua maioria, mostram-se verdadeiros. Toda casa de ferreiro é um espeto de pau? Nem sempre. Por isso, consistem em diretrizes, não em garantias. Consistem em preceitos humanos, não em promessas divinas.

         Salomão aproveitou a sabedoria que divinamente recebeu e compôs textos que expressaram os procedimentos morais daquela geração. Deus preservou esses escritos para que hoje fizessem parte das Santas Escrituras, já que contém, neles, princípios divinos imutáveis.

Há mistérios da vida que são indizíveis, inefáveis.

 

“Nem tudo que reluz é ouro.” O ouro resplandece, brilha. Mas outros metais também apresentam intenso brilho.

Sempre há necessidade criteriosa de observação e busca de entendimento antes da emissão de qualquer sentença sobre vida, pessoas, coisas.  E onde buscar a máxima que rege um povo?

O Senhor com sabedoria fundou a terra, com inteligência estabeleceu os céus. Pelo seu conhecimento os abismos se rompem, e as nuvens destilam orvalho.

(Pv 3:19)

 

A fonte de toda pesquisa está no Criador. Em Cristo, os tesouros do conhecimento são descobertos. Para acessá-los, é preciso desenvolver a prática da oração diária, do jejum e do estudo sistemático da Bíblia Sagrada.  Ela foi escrita para que a revelação divina chegasse até a humanidade e produzisse vida em abundância, endireitasse veredas tortas e promovesse unidade no modo de pensar.

 

No muito falar, não falta transgressão, mas o que modera os lábios é prudente.

(Pv 10:19)

 

Esse provérbio expressa verdade prática que se aplica a toda e qualquer geração, independente de sua cultura. Salomão registrou formalmente o perigo que ronda aquele que não desenvolve domínio sobre a língua. Entretanto, Salomão também escreveu que há tempo de falar (Ec. 3: 7).

Como discernir esse momento e emitir palavras que fazem avançar o bem?

 

Palavras que edificam são sempre bem vindas. Nesse caso, o muito falar, motivado por amor e sabedoria, favorece a virtude e apaga transgressões.

O cérebro humano dirige o corpo a partir de conexões lógicas ou intuitivas.  Assim, alegria no rosto é provocada por um pensamento prazeroso. A tristeza, por algo que hostiliza, oprime. O apóstolo Paulo ressaltou que cada ser humano renascido em Jesus pertence a um corpo.  Mas advertiu que o comandante desse corpo não seria a cabeça de cada um. E sim Cristo, o Filho de Deus, que manifestou a plenitude da divindade aqui na terra.

É o temor a Deus que nos faz deixar de lado a sabedoria que se apoia no próprio entendimento.

O Espírito Santo é o mestre que clarifica as questões que envolve tudo que a inteligência humana é incapaz de decifrar.

Como alcançar a presença plena do Espírito? Existem fórmulas mágicas que apagam ou acendem a influência divina? Não. O acesso aos recursos espirituais é dado a quem toma posse dos preceitos divinos e os cumpre. O comando bíblico simples e puro que abre porta para a presença do Espírito Santo é a oração. Conversar com a Santíssima Trindade faz reluzir uma nova forma de entender o mundo, as pessoas e os acontecimentos, que sempre tem um dedo invisível no comando, seja para o bem ou para o mal.

Nenhuma psicologia é tão sábia e tão eficiente como a direção divina. Nenhum provérbio relata a verdade plena sem a inspiração do Espírito Santo.

A dimensão superficial do conhecimento não garante a eternidade ao lado do criador. Deus é quem dá a plenitude do saber.

A totalidade do entendimento acontece na esfera da fé em Deus, que criou o universo e o mantém com o poder de sua Palavra. É nisso que devemos nos estribar. É no apartar-se do mal e no permanecer confiando que o fôlego de vida é renovado.

Ai dos que ao mal chamam bem, e ao bem, mal; que põem as trevas por luz, e a luz por trevas, e o amargo por doce, e o doce por amargo!   Ai dos que são sábios aos seus próprios olhos, e astutos em seu próprio conceito!   (Is. 5:21)

Que venha sobre nós a interpretação diária dos acontecimentos iluminada pelo Santo Espírito.

Por Auxilandia, pastora em Cristo, serva de Deus.

28 - 09 - 2011     

 
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