Eis aqui o meu servo, a quem sustenho; o meu escolhido, em quem a minha alma se compraz; pus sobre ele o meu Espírito, e ele promulgará o direito para os gentios.

(Is. 42)

 

Servir não é tarefa desejada por ninguém. O anseio de poder, de dar ordens permeia o pensamento de todo ser que se imagina senhor, embora prestar serviço seja algo que se mescla entre o exercício de autoridade e a obrigação de sujeitar-se à vontade de alguém. Todos servem e mandam, ao mesmo tempo. E não há como ser senhor durante todo período da vida, ou somente servo.

 

Assim diz Deus, o Senhor, que criou os céus e os estendeu, formou a terra e a tudo quanto produz; que dá fôlego de vida ao povo que nela está e o espírito aos que andam nela.

(Is. 42:5)

 

Somente um é senhor de todos desde os tempos eternos e fonte de toda vida espiritual e física. Ele, sim, manda, desmanda, faz e desfaz. Mas tudo na dimensão do propósito redentor, reconciliador, criador. Tudo numa esfera harmônica e amorosa.

Ebed é a palavra hebraica que descreve o sentido de servo e é usada para expressar humildade e cortesia, além de denotar serviço. Adorar requer simplicidade, submissão. Por isso, o salmista escreveu:

                                      Servi ao Senhor com alegria. (Sl 100)

Jesus é o referencial da adoração pautada no serviço. Ele foi o exemplo máximo do servo sofredor. E a ideia de compartilhar sempre o acompanhou. Treinou, primeiramente, doze apóstolos e os enviou com a missão de promulgar o direito divino.

 

Mas recebereis poder ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém, como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra.

 (At 1:8)

 

         Eles completaram a carreira. Hoje, o serviço de anunciar as boas novas está a cargo dos pés que se tornam formosos quando decidem seguir os passos de Jesus.

Eu, o Senhor, chamei-te em justiça,  tomar-te-ei pela mão, e te guardarei, e te farei mediador da aliança com o povo e luz para os gentios.

(Is. 42:6)

 

         Entender que o Senhor já abriu a porta para o anúncio e implantação do reino celeste aqui na terra é a essência do chamado. O passo seguinte é dizer como Isaías: Eis-me aqui, envia-me! (Is.6:8). A coragem brota no coração e faz o cansado revigorar as forças sempre que a confiança na proteção divina atinge um patamar que toca o céu. O deleite no carinho de ser tomado pela mão do próprio Deus é conforto que alegra a alma do pregador das boas novas.

 

Porque uma porta grande e eficaz se me abriu; e há muitos adversários

(1Co 16.9)

 

Não é nada fácil mergulhar na obra de Deus. Há adversários.  O apóstolo Paulo viveu na prática os infortúnios no campo missionário, mas deixou claro que o poder de Deus sempre se revela nos momentos de fraqueza.

O servo não é homem livre. Está sempre sujeito às ordens de seu senhor.

Por isso, Paulo alerta:

Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor.

 (I Cor 15:58)

Recompensa sempre vai permear a vida dos que não retrocedem. Expressa em forma de livramentos, saúde, força, sabedoria, ela é o galardão dos que se movem na vontade soberana do Senhor da criação.

 

Bendizei ao Senhor, vós todos os seus exércitos, vós ministros seus, que executais a sua vontade!

(Sl 103: 21)

 

Toda natureza é conclamada à adoração. Ela se torna serva e instrumento de anúncio da grandeza de Deus. Ainda mais o homem, criado para a expressão maior da glorificação do nome que está acima de todo nome: Jesus, o Filho amado do Pai eterno. A humanidade recebeu a incumbência de anunciar a salvação. Serva tem que se fazer.

Os céus declaram a glória de Deus; o firmamento proclama a obra das suas mãos. Um dia fala disso a outro dia; uma noite o revela a outra noite. Sem discurso nem palavras, não se ouve a sua voz. Mas a sua voz ressoa por toda a terra, e as suas palavras, até os confins do mundo. Nos céus ele armou uma tenda para o sol, que é como um noivo que sai de seu aposento, e se lança em sua carreira com a alegria de um herói.

 (Salmos 19:1-5)

Servir é se colocar à disposição do reino de Deus e deixar de lado o foco nas fraquezas. A capacitação vem do Espírito Santo.        Aquele que começou a boa obra em cada um há de terminá-la – recado do apóstolo Paulo.

 

Por Auxilandia Pementa, pastora em Cristo, serva de Deus.

12 - 10 - 2011     

 
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