Vai, porque este é para mim um instrumento escolhido para levar o meu nome perante os gentios e reis, bem como perante os filhos de Israel; pois eu lhe mostrarei quanto lhe importa sofrer pelo meu nome.

 (Atos 9:15)

 

 

         A vida é regida por sistemas de recompensa, seja material ou imaterial. Nada do que se faz se perde no acaso. Há sempre uma motivação para se realizar algo. E há sempre uma colheita.  No reino físico, empresas buscam premiar seus empregados de forma criativa e justa.

E no reino espiritual, em que Deus é o chefe supremo, e os homens, que se dedicam à obra divina, são os subordinados? Há recompensa no trabalho de evangelização? Sim. Muitas.

Paulo, israelita, estudioso da Lei de Moisés, entendeu por muitos anos que seu conhecimento era suficiente para alcançar a salvação. Os ritos praticados por ele  no Templo de Salomão e a fidelidade inabalável aos preceitos do Antigo Testamento não se mostraram suficientes para Deus. Era preciso ir além.

O Messias já havia ressuscitado e Paulo ainda o aguardava. Uma cegueira espiritual, que lhe custou a visão carnal por três dias, foi-lhe necessário para conseguir enxergar a luz divina quando caminhava estrada a fora e se aproximava de Damasco.

 

Mas levanta-te e entra na cidade, onde te dirão o que te convém fazer.

(Atos 9:6)

 

Ainda cego, teve visões do céu. Percebeu, pelos olhos espirituais, a imposição das mãos de um homem e a consequente recuperação da vista.  O homem era Hananias, um discípulo de Damasco que, depois de questionar a ordem de Deus por conhecer Paulo como perseguidor dos cristãos, rendeu-se em obediência. Dirigiu-se até à Rua Direita, onde estava o instrumento escolhido divinamente para proclamar o evangelho.

 

Saulo (que é Paulo), irmão, o Senhor me enviou, a saber, o próprio Jesus que te apareceu no caminho por onde vinhas,  para que recuperes a vista e fiques cheios do Espírito.

(Atos 9:17)

 

Agora de olhos abertos e selado pelo Espírito Santo, Paulo enxerga um novo horizonte: Proclamar Jesus como o Filho de Deus que tira o pecado do mundo. Todavia, sofrimentos e perseguições o aguardavam. E como!

É com sofrimento que Deus recompensa os trabalhadores de sua seara?

Não. As adversidades são obras do maligno. São impedimentos e barreiras.  Deus atua no cenário de infortúnios como o doador da graça, da sabedoria, do suporte.

Hananias recebe o aviso de que Paulo seria um vaso de honra e que aprenderia a sofrer pelo nome divino. Isso, porém, não expressou que as aflições viriam do próprio Deus. Mas  sim que a recompensa em sofrer pelo nome de Jesus valeria mais que o ouro, que qualquer pedra preciosa. Valeria a salvação, a eternidade com Deus.

Mas o que para mim era ganho reputei-o perda por Cristo. E, na verdade, tenho também por perda todas as coisas pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; pelo qual sofri a perda de todas estas coisas, e as considero como escória, para que possa ganhar a Cristo, e seja achado nele, não tendo a minha justiça que vem da lei, mas a que vem pela fé em Cristo, a saber, a justiça que vem de Deus pela fé, para conhecê-lo, e à virtude da sua ressurreição, e à comunicação de suas aflições, sendo feito conforme à sua morte; para ver se de alguma maneira posso chegar à ressurreição dentre os mortos.

(Fl 3:7 ss)

         Ninguém melhor que Paulo para ressaltar a importância de sofrer no combate pela salvação. É a ressurreição dentre os mortos que revela o topo do galardão divino. É o encontro com Cristo nos ares que compõe o sistema de recompensa mais que perfeito.  É a luta da carne com o espírito que que dia após dia maltrata a alma e faz do instrumento de Deus um vaso de honra. Isso porque Satanás, que se opõe a tudo que é bom, belo e excelente,  ainda não foi amarrado e lançado no lago de fogo preparado para ele e sua companhia.  

Não que já a tenha alcançado, ou que seja perfeito; mas prossigo para alcançar aquilo para o que fui também preso por Cristo Jesus. Irmãos, quanto a mim, não julgo que o haja alcançado; mas uma coisa faço, e é que, esquecendo-me das coisas que atrás ficam, e avançando para as que estão diante de mim, prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus.

 (Fl. 3:7 ss)

         Vaso, conforme Aurélio, é conceituado como “objeto côncavo próprio para conter substâncias líquidas ou sólidas”. Não se pode, jamais, ser objeto de maldade, cheio de sugestões diabólicas, mas, sobretudo, vasos transbordantes da Palavra de Deus que interpretada à luz do Espírito alcançam o prêmio da suprema vocação.

Vós, porém, esforçai-vos, e não desfaleçam as vossas mãos; porque a vossa obra terá uma recompensa.

 (2 Cr 15:7)

 

Por Auxilandia, pastora em Cristo, serva de Deus.

19 - 10 - 2011     

 
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