Conduzirei os cegos por caminhos que eles não conheceram, por veredas desconhecidas eu os guiarei; transformarei as trevas em luz diante deles e tornarei retos os lugares acidentados. Essas são as coisas que farei; não os abandonarei. (Is. 42:16)

 

 

         Nascer cego ou adquirir deficiência visual em qualquer fase vital traz sérios problemas. Mesmo diante do crescimento dos recursos científicos para melhoria da locomoção e inclusão social, os desprovidos de visão ainda sofrem pela falta de assistência. Precisam, além da bengala, do cão guia e da audição aguçada, de alguém que fale e aponte caminhos diferentes. Que proteja, ampare, e socorra.

        

Para que todos vejam, e saibam, e considerem, e juntamente entendam que a mão do SENHOR fez isto, e o Santo de Israel o criou. (Is. 41:20)

 

Há um tipo de cegueira que insiste em permanecer no olho que vê perfeitamente.

         Impossível para a medicina é aceitar essa frase. Mas Aurélio conceituou cegueira, também, como algo  que impede a reflexão, o raciocínio; que perturba o julgamento, oblitera a razão”. Clinicamente falando, cego é o que foi privado da vista. Na forma figurada, cego é o desprovido de entendimento.

          O sentido espiritual vai além do diagnóstico médico ou figurado. Esse é o que interessa para a vida de quem deseja sair das trevas e viver à luz do que Deus revela.  

         O profeta Isaías enfatizou a necessidade de primeiro ver para depois saber, e, por fim, considerar as obras divinamente realizadas. Abrir olhos do coração para enxergar a luz no fundo do túnel é tarefa do Espírito Santo.  Por isso, a comunhão com Deus é base para uma audição que seja capaz de sentir o Vento que sopra sem aviso prévio.

         Para que a percepção espiritual não se enfraqueça, é preciso conhecer a Luz que indica a vereda aplainada. Que desfaz a escuridão e limpa dos olhos toda lágrima.

 

Qual o meio de acesso a essa Luz? É possível usá-la sem correr risco de escassez?

Para se chegar a um lugar, precisa-se de um roteiro, e, muitas vezes, até  de um mapa. A Bíblia é o caminho de acesso direto a Deus, nossa Luz. Ela retrata os feitos poderosos do Criador e a maneira como ele se relaciona com sua  criação. Nela, encontra-se a garantia de que não há perigo de perder-se por caminhos perigosos.  

Mas muita atenção é exigida nesse quesito.

 

         A estrada não é larga, espaçosa. É tão estreita que leva ao pensamento de que se está na contra mão. Jesus disse isso. E sinalizou que perseverar nas veredas guiadas por Deus é negar-se a si mesmo. É carregar cruz todos os dias. É perder a visão carnal para ganhar visão de águia, que atinge o que é inacessível, invisível.

 

“Entrai pela porta estreita, porque largo e espaçoso é o caminho que conduz à perdição. E muitos são os que entram por ele”. (Mt 713)

 

 

         A oração é da mesma forma caminho de acesso à Luz Divina. Ela nos remete a lugares celestiais. Estes sim, não são tortuosos e dão a certeza de que trevas são desfeitas. Que laços são cortados. Que a mortandade que assola ao meio dia acontece, mas muito longe das tendas dos justos do Senhor. Também aqui é preciso vigilância.

         Orar requer disciplina. Trabalho, cuidado com a casa, família, estudos ganham o primeiro lugar.  Mas o reino de Deus e sua justiça deve preceder a  tudo isso. Falar com a Santíssima Trindade é buscar colírio para limpar os olhos e usar lentes para enxergar de longe e de perto. E não errar o caminho.

 

Os teus ouvidos ouvirão atrás de ti uma palavra dizendo: Este é o caminho, andai por ele. (Isaías 30:21)

 

É fácil tomar rumos orientados pelo Santo Espírito?

Não se engane o homem natural. Desenvolver visão de conduta pautada na obediência dá muito trabalho. É preciso entender que é por esforço que se toma o reino dos céus.

Respondeu-lhes Jesus: Esforçai-vos por entrar pela porta estreita. (LC 13:24)

 

 O resultado desse ânimo é a condução, pelo próprio Deus, por novos e vivos caminhos. E a abertura dos olhos para se enxergar alegria em meio ao caos; esperança, em meio às adversidades; abundância, em meio à escassez de recursos. Vida em abundância em meio à angústia.

Por Auxilandia, pastora em Cristo, serva de Deus.

     

26 - 10 - 2011     

 
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