Os cuidados e os projetos de redenção do pai eterno

Mas tu és nosso Pai, ainda que Abraão não nos conheça, e Israel não nos reconhece; tu, ó SENHOR, és nosso Pai; nosso Redentor desde a antiguidade é o teu nome.
(Isaías 63:16)

          Todo ser humano inicia sua vida a partir dos cuidados de seus pais ou de quem faz este papel. Em momento algum de sua vida há o rompimento desta ligação, mesmo que a distância ou a ausência os separe. Há um sangue correndo na veia e uma lembrança na mente que traz a memória esta relação criada por Deus nos tempos eternos. Existimos porque houve um pai terreno na história de nossa vida. E, se no curso desta caminhada há decepções, há um caminho que leva ao Pai Eterno, que cumpre sua aliança protetora por meio de seu poder criativo e seu cuidado providencial. Este caminho é Jesus, que veio ao mundo revelar a grandeza do Pai.

          Por volta de 740 a.C., Isaías profetiza que a idéia de salvação está relacionada com conceitos de redenção, livramento, justiça e juízo. E aponta Deus como nosso Pai, nosso Redentor, nosso Senhor. A redenção revela a verdade de que Deus é o primeiro e o último: não há deus além dele. A glória de Deus é, também, mostrar a toda terra que ele é Senhor, único e supremo governante. Mas além destes atributos, há um que supera nossas expectativas humanas: ele é Pai. Ele teve que sair do seu mistério, entrar na história e apresentar-se a si mesmo como Pai na forma de homem, no Filho. E ele teve que iluminar o coração dos homens por meio do Espírito Santo, que os habilita a ver o Filho e, por sua vez, ver o Pai. Jesus, o Filho, que é o único que o conhece se tornou as primícias e irmãos de muitos que se achegam aos braços eternos. Na plenitude dos tempos, Jesus veio revelar o lado paternal do Deus criador. O conhecimento de Deus como nosso Pai é obra do Filho que por meio do Espírito clamamos Abba Pai.

          Em Salmos 2, o escritor mostra o Rei Messias como o Filho gerado pelo Pai. Mas devemos compreender não como processo físico ou metafísico de procriação, mas uma investidura com dignidade real, representando o Pai com a autoridade recebida desde a criação de todas as coisas. Ele é aquele no qual Deus se faz presente: ele é o Emannuel, Deus conosco. Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo. Nele, Deus lida conosco como o mediador. Nele, o Pai nos mostra ser quem é. Ele é o Deus forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz, Conselheiro. Na sua encarnação terrena, o Filho se fez menor que os anjos e se submeteu à vontade do Pai, sendo obediente até a morte, e morte de cruz. Esse servo sofredor, que reconciliou a humanidade por meio de seu sangue, é o que trabalha dia e noite, batendo na porta dos nossos corações e querendo fazer morada permanente.

"Porque Deus, que disse: Das trevas resplandecerá a luz, ele mesmo resplandeceu em nosso coração, para iluminação do conhecimento da glória de Deus, na face de Cristo."
(2 Cor. 4:6)

          Segundo a esperança da vida eterna, somos herdeiros do Pai, porque nós, pelo Espírito, aguardamos a esperança da justiça que provém da fé, pois além dos princípios elementares dos oráculos de Deus, temos acesso e ousadia ao Trono da Graça, e em tempo oportuno, recebemos graça e misericórdia para permanecermos no único Caminho que nos conduz ao Pai: Jesus, o Filho glorificado, que é a expressão exata do criador. O profeta Ezequiel, pelo Espírito, consegue enxergar um tempo em que Deus se daria a conhecer a toda humanidade, reconciliando os judeus e os gentios em um só corpo com Deus, por intermédio da cruz. Ele escreve: "Assim, eu me engrandecerei, vindicarei a minha santidade, e me darei a conhecer aos olhos de muitas nações e saberão que EU SOU O SENHOR! (Ez. 29:23). O apóstolo Paulo, que foi em revelação divina até o terceiro céu, exclama com toda sua alma: "Se a nossa esperança em Cristo se limita a apenas a esta vida, somos os mais infelizes de todos os homens!(I Cor 15:19)". Há uma vida junto ao Pai que nos aguarda, "porque quantas são as promessas de Deus, tantas têm nele o sim, porquanto também por ele é o amém para glória de Deus, por nosso intermédio" (2 Cor.1:20). Temos uma promessa de que Deus é nosso Pai, e portanto os cuidados e os projetos de redenção estão a nosso dispor. Como filhos, sentimos a presença do Pai ao nosso redor, até que chegue o grande dia em que o Filho vencerá todo principado e poder. E então virá o           fim, e estaremos eternamente ao lado do Pai na gloriosa Jerusalém.

Por Auxilandia, serva de Deus, pastora em Cristo.

22 - Maio - 2009       

 
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