E eu, Senhor, que espero? Tu és a minha esperança. (Sl. 39:7)

            Yachal é a palavra hebraica que exprime a ideia de expectativa. Conforme Aurélio, expectativa é “esperança fundada em supostos direitos, probabilidades ou promessas”.

            O salmista Davi fez uma pergunta intrigante. Inimigos o espreitavam para tirar-lhe a vida. O que esperar foi  indagação dirigida aos céus quando o teto emocional desabou. Não somente caiu nele. Toda família de Davi experimentou vestígio da ruína. Diante da situação de emergência que lhe tirou o sono, não hesitou em direcionar a fé em Deus. Clamou ao Senhor confiadamente:

Ouve, Senhor, a minha oração, escuta-me quando grito por socorro.

(Sl 39:40)

            E tomou posse de uma espiritualidade empreendedora quando afirmou ser o Senhor o máximo objeto de sua esperança. Ou melhor, o único. Na dimensão terrena, Aurélio entendeu expectativa como uma mera probabilidade. Na visão celeste, aquele que é fiel para cumprir promessas, mesmo diante da infidelidade humana, leva o entendimento do crente a  atingir a dimensão da certeza.

Eu, porém, olharei para o Senhor e esperarei no Deus da minha salvação; o meu Deus me ouvirá (Mq 7.7)

            Oração de Miquéias muito parecida com a de Davi. Os homens que foram ícones em história relatada na Bíblia sofreram. E não foi pouco. Porém, sempre colecionaram troféus de vitória. Na luta contra o concorrente,  todos eles, como Davi, lembravam-se de uma estratégia:

Com efeito, passa o homem como uma sombra; em vão se inquieta; amontoa tesouros e não sabe quem os levará. E eu, Senhor, que espero? Tu és minha esperança. (Sl 39:6-7). Bem-aventurado o homem que põe no Senhor a sua confiança. (Sl. 40:4)

Somente Deus colocaria os pés sobre rocha e firmaria os passos até a reta final. 

Essa garantia estendeu-se somente aos heróis bíblicos?

Não. O Espírito do Vivo Deus inspirou a elaboração das escrituras por  homens de fé para, hoje, servirem de incentivo na árdua caminhada da vida.

Guardemos firme a confissão da esperança, sem vacilar; pois quem fez a promessa é fiel. (Hb 10:23)

            Quantas promessas são guardadas no coração! E o comando que desce do alto é para que não se abandone a confiança, já que é grande o galardão. (Hb 10:35).

            Angústia e dor plantados no coração por certas circunstâncias são lentes que impedem que os olhos da fé entrem em ação. Davi até viu sua salvação longe. Clamou:    Deus meu, Deus meu, porque me desamparaste? ( Sl 22). Entretanto, concluiu sua oração afirmando: Pois não desprezou, nem abominou a dor do aflito, nem ocultou dele o rosto, mas o ouviu, quando lhe gritou por socorro. (Sl 22:24)

            Esse é o socorro do dia a dia. O Senhor planejou, mais que isso, nos tempos eternos, a salvação que passou pela cruz e se elevou às alturas em meio a anjos e nuvens de glória: Jesus, o Senhor dos senhores, o rei dos reis, o mestre dos mestres, o tudo de todo ser que respira.

            Quem intentará acusação contra os eleitos de Deus? É Deus quem os justifica. Quem os condenará? É Cristo Jesus quem morreu ou, antes, quem ressuscitou, o qual está à direita de Deus e também intercede por nós. Quem nos separará do amor de Cristo? Será tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada? Como está escrito: Por amor de ti, somos entregues à morte o dia todo, fomos considerados como ovelhas para o matadouro. Em todas essas coisas, porém, somos mais que vencedores, por meio daquele no nos amou. (Rm 8:34 ss).

Por Auxilandia, pastora em Cristo, serva de Deus.

09 - 11 - 2011     

 
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