Então, irei ao altar de Deus, de Deus, que é a minha grande alegria; ao som da harpa eu te louvarei, ó Deus, Deus meu. (Sl 43:4)

 

         Porque estás abatida, ó minha alma? Porque te perturbas dentro de mim? (Sl 43:5)

Esta indagação foi feita quando o salmista iniciou oração a Deus. Pediu justiça, além  de livramento do homem fraudulento e das contendas que o cercavam.

Mas em meio a pedidos e lamentações, não se esqueceu da promessa de comparecer perante o altar divino e louvar aquele que pontuava cada luta com grande alegria.

Claro que alegria em meio a adversidades não é aquela que aparece explicitamente no rosto. É aquela que promove interiormente esperança na ação do Deus que cuida.  É aquela que mesmo em lágrimas, um instrumento musical é tocado para ajudar a elevação do pensamento ao Trono da Graça. É pra lá que o perfeito louvor deve ser dirigido.

 E quem não dispõe de harpas, pianos, baterias ou violão? Ao som dos gemidos, ou da canção entoada na tristeza, a adoração  ultrapassa as nuvens e adentra a morada eterna. É a expressão sincera da alma que faz o coração de Deus se voltar para o aflito, independentemente de recursos externos. O salmista sabia disso. Por isso, exclamou:

 

Pois tu és o Deus da minha fortaleza. (Sl 43:2)

 

Uma reação saudável e edificante aos sofrimentos e circunstâncias adversas é a adoração. Arma poderosa para desfazer laços satânicos principalmente contra ataques na mente, que destroem a fé e retiram energia vital.

A intimidade com Deus é desenvolvida individualmente ou em congregações. Os filhos de Corá, da tribo de Levi, viraram a página de uma triste história de rebelião no deserto. Muitos anos depois, Davi os escolhe para carregar nos ombros a responsabilidade de compor, arranjar e executar músicas para adoração no tabernáculo.

Passaram a ser lembrados não mais pela rebeldia de seus pais, todavia pela beleza e sinceridade do louvor a Deus. Compuseram mais  de trinta salmos em forma de oração, adoração e lamentação.

Não importa passado, status social, cultura ou formação acadêmica. Dispor-se no serviço de adoração é o que interessa na dimensão espiritual. É o que produz frutos dignos de reconhecimento no reino celeste.

 

Diante de contrariedades, nada cabe fazer senão aguardar por  providência divina. E isso mediante contínua adoração.

 

Há um rio, cujas correntes alegram a cidade de Deus, o santuário das moradas do Altíssimo. (Sl 46:4)

 

         O amparo divino flui como as águas de um rio, a partir da fonte de sua fidelidade, que permanece por mais que a deslealdade humana sobressaia. O louvor é a exteriorização da confiança no Deus que cumpre promessas.

 

Pensamos, ó Deus, na tua fidelidade, no meio do teu templo. Como o teu nome, ó Deus, assim o teu louvor se estende até aos confins da terra. (Sl 48: 9-10)

        

         Hoje o tabernáculo de morada divina é o coração humano. Não há mais local específico de adoração exigida nos moldes do Antigo Testamento. Jesus disse à mulher samaritana que o tempo havia se estabelecido para o louvor em espírito e em verdade (Jo 4:23).

Isso exclui a adoração coletiva nas congregações?

 

De modo nenhum. Congregar é um conselho do escritor de Hebreus. Ele adverte o perigo de abandonar um local comum de louvor. O reino das trevas é estratégico. Usa a individualidade na busca por Deus para lançar palavras de desesperança.

 Dois ou três reunidos em nome de Jesus forma a igreja na categoria de detentora da  multiforme sabedoria que expõe principados e potestade ao desprezo (Ef. 3:9).

 

Deus é rei de toda terra. Salmodiai com harmonioso cântico. (Sl 47:7)

 

É preciso cantar bonito para que o cântico se torne harmonioso? Em caso de possibilidade de investimento para aprimorar o louvor, sim. Mas, quando faltam recursos, a sinceridade e o desejo de adoração sublimam qualquer técnica.

Todo ser que tem fôlego, louve ao Senhor. (Sl 150:6)

 

Louvor deriva do grego ainos e denota aprovação, elogio. Do hebraico, vem de halal e significa celebrar,  glorificar, cantar, aclamar.

 

Louvai-o, sol  e lua; louvai-o todas as estrelas luzentes. Louvai-o, céu dos céus e as águas que estão acima do firmamento. Rapazes e donzelas, velhos e crianças, louvem o nome do Senhor, porque só o seu nome é excelso; a sua majestade é acima da terra e do céu. (Sl 148)

Por Auxilandia, pastora em Cristo, serva de Deus.

 
 
 

29 - 11 - 2011     

 
  Voltar para índice de mensagens
|- - IEMB - Design: João Batista A.P - Igreja Evangélica Missionaria Brasileira- Leia a Bíblia, ouça a voz de Deus - Ministério: Pr. João Nogueira Pimenta -|