Ezequiel profetizou nas ruas da Babilônia, no tempo do cativeiro, por volta de 580 a.C.  Os céus se abriram e o profeta teve visões que o levaram a entender o plano de Deus para confortar os corações contritos durante o exílio em terra estranha. E para traçar um novo modelo de adoração divina.

Setenta anos se passariam e o retorno à Terra Santa já estava programado na agenda eterna.  Expectativas de vitórias estavam sendo anunciadas por Ezequiel para gerar nos corações finitos a imensurável misericórdia divina.

 

Este é o lugar onde os sacerdotes cozerão a oferta pela culpa e a oferta pelo pecado e onde cozerão a oferta de manjares e assim santifiquem o povo. (Ez. 46:20)

 

         Fora de casa, Israel estava sem  Templo para ministração dos sacrifícios diários que antes da vinda de Jesus promovia a santificação pela expiação de pecados confessados. Ezequiel, pelo Espírito, anuncia aos israelitas o projeto do novo templo.

         Havia um rio que brotava no limiar do templo. As águas, em princípio, chegavam aos tornozelos. Com o transbordamento, não mais se podia andar. Mergulhar e passar a nado era necessário.  

        

Junto ao rio, às ribanceiras, de um e de outro lado, nascerá toda sorte de árvore que dá fruto para se comer, não fenecerá sua folha, nem faltará o seu fruto, nos seus meses, produzirá novos frutos, porque as suas águas saem do santuário; o seu fruto servirá de alimento, e a sua folha, de remédio. (Ez. 47:12)

 

O coração humano não é capaz, por si só, de  penetrar nas águas que curam. Por essa razão, a grandeza do coração divino atrai para, si com cordas de amor, os corações doentes. Dons foram descidos do alto e distribuídos entre os que buscam ser cooperadores do reino celeste.

Há no céu um movimento que visa atrair o homem para este rio.

Da mesma forma, há no reino da maldade semelhante agitação para impedir a chegada às águas purificadoras.

Por isso, o apóstolo Paulo ensina que há uma luta interna entre os desejos do coração finito e a vontade soberana do Pai. Ou seja, a luta da carne contra o espírito. A guerra que é travada no interior, que dita normas que afastam o ser humano do rio purificado, deve ser vencida com armas adquiridas pelo Santo Espírito.

Será região especial dentro da região sagrada, lugar santíssimo, fazendo limites com a porção dos levitas. (Ez. 48:12)

 

         Ainda na visão do profeta, a região dos sacerdotes é apresentada próxima à dos levitas. Estes receberam a incumbência de todo serviço da Casa de Deus. O louvor, a limpeza, a organização e o cuidado geral para que a adoração fosse realizada de acordo com certa reverência pertencia a essa tribo.

        

Qual a correlação doutrinária para a época atual, já que Jesus inaugurou um novo tempo?

         E farei com eles uma aliança de paz; e será uma aliança perpétua. E os estabelecerei, e os multiplicarei, e porei o meu santuário no meio deles para sempre. E o meu tabernáculo estará com eles, e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo. (Ez. 37.26)

 

         Promessa divina feita ao Israel físico, pela boca de Ezequiel. Mas a encarnação do verbo divino estendeu essa graça a todos quantos acolhem o senhorio de Jesus Cristo, o Deus que se fez homem para plantar a infinitude do amor que salva, que cura e faz brotar rios de águas saudáveis no limiar de cada ser.

De que forma acolhe-se o senhorio de Cristo?

Abrindo o coração para os ensinamentos de Jesus. A essência do ministério de Cristo foi marcada por amor pelos perdidos. A compreensão para com os  pecadores e a eterna compaixão pelos pobres e necessitados pontuou o dia a dia daquele que abriu mão de sua glória por um pouco de tempo.

Ele sabia que a condição de pobreza tanto física quanto emocional deriva, sempre, de questões espirituais. Por isso,  importou-se em levar a verdade do Espírito que promove mudança de atitudes.

Controlar sua própria vida é fugir do rio que cura. Tornar-se servo de Deus a partir do fim da auto suficiência é condição necessária para se fazer um adorador que dá braçadas rumo à eternidade.

Deus não exige obediência para si, pois a terra é sua e toda plenitude do universo lhe pertence. A sujeição à vontade soberana é para o bem da própria humanidade. Há um reino da maldade, não idealizado por Deus, mas desenvolvido nos tempos eternos que levou o primeiro homem a pecar. E por essa razão é preciso mergulhar nas águas que dão vida eterna.

Por Auxilandia, pastora em Cristo, serva de Deus.

14 - 12 - 2011     

 
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