Em Deus faremos proezas, pois ele calcará aos pés os nossos inimigos. (Sl. 108.13)

            Auréilio define inimigo como tudo aquilo “que se opõe, que é contrário, que é nocivo.”             E porque causa dano, é necessário vigilância. Muita atenção para não cair nas armadilhas planejadas na calada da noite. O mundo antigo contava em seu planejamento urbanístico com cidades fortes criadas em tempos de paz. Ao surgirem sinais de inquietações externas, o valor das fortalezas defensivas tornava-se visível.

            Inimigos do reino físico são perceptíveis com facilidade. E do mundo espiritual, em que hostes da maldade se levantam de forma misteriosa e causam danos irreparáveis?  É de fácil discernimento? Não. É preciso alinhamento com questões do reino espiritual.

Dai-nos auxílio para sairmos da angústia, porque vão é o socorro da parte do homem. (Sl 108.12)

Davi escreveu um cântico que afirma a importância do louvor antes, durante e depois do ataque do inimigo. Para reprimir os pés do partido hostil, despertar ao som do saltério e da harpa faz diferença. Esses instrumentos eram comuns na antiguidade. Hoje, têm-se CDs, DVDs, televisão e outros meios que proporcionam motivação pela música para busca do refúgio da alma cansada.

Mas não é somente a melodia que conta. O que vai pontuar a vitória é a letra do hino. Os salmistas tinham em mente que Deus, o criador, era a essência de toda adoração.  Davi exclamou em meio ao ataque de inimigos:

Exalta-te sobre os céus, ó Deus, e a tua glória sobre toda a terra, para que sejam livres os teus amados; salva-nos com a tua destra e ouve-nos. (Sl 108:5)

Davi sabia que a cidade forte que garantiria proteção desceria do céu. Viria com o próprio Deus. Por isso, entoou a canção cuja letra declarava que somente o Senhor dos Exércitos o levaria ao Forte:

Quem me levará à cidade forte? (Sl 108.10)

Unicamente Deus. O caminho é Jesus. O Espírito Santo é o guia. O mais elevado sentido da vida é a fé que torna o homem dependente de Deus e não de suas próprias forças. Não é o exército formado pelo braço humano que desponta o triunfo.

Porque a tua benignidade se eleva acima dos céus, e a tua verdade ultrapassa as mais altas nuvens. (Sl 108.4)

Um Deus fiel socorre mesmo diante das infidelidades humanas, pois a corrupção de suas criaturas não invalida sua Palavra, que sempre cumpre o propósito  para qual foi designada. E não há desígnio divino que não esteja na dimensão do bem. Ele é a expressão exata da bondade.

Conhecer Deus pela realidade espiritual exige preparo. Nenhum soldado vai à guerra sem antes executar intensivo treino.

Nenhum soldado em serviço se embaraça com negócios desta vida, a fim de agradar àquele que o alistou para a guerra.
E também se um atleta lutar nos jogos públicos, não será coroado se não lutar legitimamente. (2 Timóteo 2:4-5)

Oração, jejum, prática da Palavra são atitudes que definem o serviço diário dos guerreiros do Senhor. Depois, colocação dos dons a serviço do reino para combate dos principados e potestades que habitam nas regiões celestes e provocam danos no reino físico. Esse é o preparo exigido para adentrar o terreno inimigo e sair vencedor. A fé como exercício do poder de Deus sobre atos humanos é necessária para garantir alma alegre e fortalecida em Cristo. Todos os dias são o momento de se construir castelos fortes.

Voltai à fortaleza, ó presos de esperança; também, hoje, vos anuncio que tudo vos restituirei em dobro. (Zc 9:12)

Por Auxilandia, pastora em Cristo, serva de Deus.

04 - 01 - 2012     

 
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