A busca pela vida em abundância
 
"Inclinai os vossos ouvidos, e vinde a mim; ouvi, e a vossa alma viverá"
(Is.55:3)

Quantas vezes queremos superabundar em nossos projetos e até exigimos que Deus faça abundantemente mais do que possamos imaginar? Ele faz. Porém é necessário um requisito que não está longe de nossa capacidade de interação com este Deus que sempre busca a reconciliação e garante o cumprimento da promessa de vida em abundância: prática da Palavra. O profeta Isaías foi enviado a um povo aparentemente santo, escolhido e que realizava culto de adoração a Deus, esperando receber a proteção e a libertação de seus inimigos. Mas a santidade de Deus requeria de Israel uma postura interior além das regras externas dos rituais desprovidos de sinceridade, justiça e retidão.

No tempo de Isaías, não havia imprensa como hoje e Deus se revela ao povo por meio dos profetas que falavam à nação israelita, a começar pelas madrugadas. O pecado se origina na recusa em não ouvir a Palavra proferida pelos ungidos do Senhor. Com uma visão tida pelo profeta regada a tronos e serafins, Deus toca nos lábios de Isaías e o torna puro, garantindo a retirada da iniqüidade e o perdão do pecado. Assim como os lábios do profeta, antes do toque, apresentavam-se impuros, o povo israelita se apresentava impuro diante do Santo de Israel e era preciso a construção de um relacionamento apropriado.
"Vinde, pois, e arrazoemos, diz o Senhor, ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão com a lã". (Is.1:18). A cidade, que antes era fiel, havia perdido suas qualidades morais essenciais: justiça (conformidade com a lei divinamente revelada, com os caminhos de Deus) e retidão (inteireza de caráter). Os sacerdotes que exerciam o juízo perante o povo haviam se distanciado da Lei de Deus e falta de misericórdia e de benevolência humana permeavam seus atos. Deus então busca alertar o povo para que a alma deles encontrasse vida e não morte. Usa seu profeta para atrair o povo a abrir os ouvidos: "Ai dos que decretam leis injustas, dos que escrevem leis de opressão, recusam-se a conceder justiça aos necessitados." (Is10:1). Essa mensagem de julgamento é equilibrada com uma de esperança:
"Mantende o juízo e fazei justiça, porque a minha salvação está prestes a vir, e a minha justiça, prestes a manifestar-se." (Is.56.1).

Se o povo de Israel tivesse entendido o seu chamado, teria praticado a justiça e a retidão e o curso de sua história seria regado de vida em abundância. Contudo, o julgamento humano pelos juízes de Israel fugiu do ideal do julgamento de Deus. O propósito de qualquer servo é executar a vontade de seu senhor, e Israel como o servo deveria ser luz para os gentios. Não obstante, se tornou surdo e cego porque não deu ouvidos à Lei de Deus. No curso da história de nossas vidas, temos sido servos em harmonia com os propósitos do Redentor para que a abundância chegue aos nossos celeiros espirituais? Vida em abundância não se relaciona apenas ao acúmulo de bens materiais, mas, essencialmente, ao ajuntamento de valores eternos que nos recomendam a Deus como justificados e garantem a construção de uma ponte para a eternidade. Viver, no sentido bíblico, é alcançar o favor de Deus, após o toque no altar. Isso é inclinar os ouvidos e ir até ele, o autor de nossa salvação, manifestada em Jesus, o servo sofredor.

Por Auxilandia, serva de Deus, pastora em Cristo.

30 - Maio - 2009       

 
  Voltar para índice de mensagens
|- - IEMB - Design: João Batista A.P - Igreja Evangélica Missionaria Brasileira- Leia a Bíblia, ouça a voz de Deus - Ministério: Pr. João Nogueira Pimenta -|