Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o coração, porque dele procedem as fontes da vida.
(Pv 4:23)

           

            Coração é o órgão encarregado de receber o sangue e o bombear mediante movimentos ritmados. Figurativamente, é a sede das emoções do indivíduo.

            Salomão entendeu que algo do ser humano requer um cuidado especial. Por isso, ele nomeou coração como as fontes da vida. Em sua época, as águas fluíam de nascentes naturais ou artificiais e era suficiente para abastecer uma cidade, um povoado. Sem água, a vida se perdia.

            Mas de quê o sábio rei de Israel pediu para guardar o coração?

Mas o que sai da boca procede do coração, e isso contamina o homem. Porque do coração procedem maus pensamentos, mortes, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos e blasfêmias. São estas coisas que contaminam o homem. (Mt 15:18)

Jesus foi instruído em toda Lei de Moisés. Estava habituado com os preceitos e leis que regiam a vida de seu povo. Mas sabia que a prática desses ensinamentos estava longe de ser concebida pelos corações.

Guardar o coração é fazer o que Paulo determinou:

Finalmente, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se alguma louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento. (Fp 4:8)

 

            É possível manter o pensamento cativo à mente de Cristo?

            Salomão compreendeu que a perfeição instaura-se na mente como um processo. Portanto, exige tempo, investimento, recurso. E concluiu:

A vereda dos justos é como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito. (Pv 4:18)

 

Aurélio conceitua aurora como “período antes do nascer do Sol, quando este começa a iluminar a parte da superfície terrestre ainda na sombra. O homem vive na escuridão até que a luz divina irradie seu ser e o transporta para o reino do amor.”

A passagem das trevas para o dia perfeito é realizada mediante busca da face de Deus. Conhecer a bondade divina que deve pontuar cada ato humano é investir no processo da caminhada pelas sendas do justo.

 

Não declines nem para a direita nem para a esquerda; retira o teu pé do mal. Não entres na vereda dos perversos, nem sigas pelo caminho dos maus. Porque comem o pão da impiedade e bebem o vinho das violências. (Pv 4. 14 e 16)

 

            Deus é espírito. Não tem coração. Mas para entendimento da razão humana, revela-se possuindo boca, ouvidos, olhos, coração. E tudo que é necessário para manter uma interação compreensível com a humanidade.

Portanto, digo: desviai de mim a vista e chorarei amargamente. (Is 22:4)

                        O coração de Deus sofre pelas infidelidades do povo. Mas seu amor eterno emite avisos para que a conversão seja rápida.

Não há tempo a perder num contexto em que o adversário da alma domina pensamentos com a velocidade da luz. É momento de conhecer o coração divino e renovar a aliança eterna. De cuidar do pensamento.

Por Auxilandia, serva de Deus, pastora em Cristo.


18 - 01 - 2012     

 
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