Todavia, eu me alegrarei no Senhor, exultarei no Deus da minha salvação. (Hc 3:18)

            Habacuque resolve, por volta de 605 a.C, colocar no papel sua indignação contra os perversos. Mas dirige a Deus, apenas a ele, sua ira contra a desumanidade.  

            Em uma de suas orações, expõe ao Juiz de toda terra o panorama de Judá: perversão do direito, violência, injustiças, impiedades, crueldades.

Por que razão me fazes ver a iniqüidade e ver a vexação? Porque a destruição e a violência estão diante de mim; há também quem suscite a contenda e o litígio. (Hc 1:3)

            O profeta pede a Deus uma ação. Talvez uma reação a aparente inércia divina.  Mal sabia ele que o agir que procede do alto não pode ser avaliado por medidas racionais, humanas.

Nada foge ao perfeito controle da destra de Deus.

 Mas para Habacuque, o socorro parecia distante. E os justos ainda estavam pagando o preço da maldade que crescia como o joio no meio do trigo.

Tu és tão puro de olhos, que não podes ver o mal e a vexação não podes contemplar; por que, pois, olhas para os que procedem aleivosamente e te calas quando o ímpio devora aquele que é mais justo do que ele? (Hc 1:13)

É comum a emissão de julgamento em sentença divina, dizer o que Deus devia ou não ter feito e ainda emitir parecer em situações consideradas injustas.

Pontuar feitos divinos não é decisão sábia. É perda de tempo num contexto de dias maus. O jeito é confiar na graça e misericórdia divinas,  que sempre são doadas na medida certa e crer que há tempo para todas as coisas. A longanimidade de Deus não pode ser interpretada como indolência. O Senhor é a expressão da bondade e por isso concede ao perverso oportunidade de conversão.

Então o Senhor me respondeu e disse: Escreve a visão e torna-a bem legível sobre tábuas, para que a possa ler o que correndo passa. Porque a visão é ainda para tempo determinado, e até ao fim falará, não mentirá; se tardar, espera-o, porque certamente virá, não tardará.

  (Hc 2.2)

Habacuque então confessa que temeu diante da palavra que não volta vazia, mas cumpre, sempre, o desígnio para qual foi proferida. Oráculo do Todo Poderoso tem garantia eterna e concede descanso no dia da angústia. Fornece esperança necessária para agradecimentos. Deus é e sempre será DEUS. O comando das situações jamais escapará de seu olhar.

Mas o Senhor está no seu santo templo; cale-se diante dele toda a terra. (Hc 2:20)

É assim. O calar diante de quem criou o universo é a melhor saída para conviver num mundo que transborda maldade. Intromissão em questões divinas não é papel humano, mas o combate dessa maldade com armas espirituais. Intercessão, jejuns, orações, cânticos de louvor a Deus são instrumentos eficazes para abertura de olhos espirituais que são imprescindíveis à compreensão do agir de Deus.

Porquanto, ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; o produto da oliveira minta, e os campos não produzam mantimento; as ovelhas da malhada sejam arrebatadas, e nos currais não haja vacas, todavia eu me alegrarei no  Senhor, exultarei no Deus da minha salvação. (Hc 3:18)

Praticar gratidão quando tudo parecer perdido não é impossível. Com muito esforço, o profeta compreendeu que é viável. Entendeu que o Senhor é a força que produz justiça, pois descoberto fez o seu arco; os juramentos feitos às tribos foram uma palavra segura. (Hc 39)

Por Auxilandia, serva de Deus, pastora em Cristo.

 

26 - 01 - 2012     

 
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