Porém tu, ó Deus per doador, clemente e misericordioso, tardio em irar-te e grande em beneficência, tu os não desamparaste, ainda mesmo quando cometeram grandes blasfêmias e fizeram para si um bezerro de fundição, e disseram: este é o teu deus, que te tirou do Egito. (Ne 9:17)

 

Escrever sobre o amor de Deus não é novidade. A idéia de um Deus que ama permeia o pensamento de quem contempla a criação. A natureza é bela. O por do sol, o nascente, a imensidão do mar e o brilho das estrelas denunciam a existência de um ser que é, sem dúvida, superior a qualquer esplendor do universo.

Mas entender o amor incondicional, capaz de perdoar transgressões vai além da compreensão do homem. Amor que ampara, atrai, agrega e produz vida procede apenas do Pai da Eternidade.

 

  Por volta de 538 a.C., ocorreu o retorno de Israel do exílio na Babilônia. Deus levantou Neemias e Esdras para comando da organização do Estado e reconstrução do templo. Mas não foi simples. Lutas por fora, temores por dentro - como viveu o apóstolo Paulo na prática de seu chamado -, marcaram a vida desses líderes.

Entretanto, algo foi decisivo para acalmar corações agitados diante das mudanças. Esdras leu a Lei de Deus para a multidão e alguns levitas tomaram a palavra. De pé, pediram que todos adorassem a Deus. O momento era de total reverência.

 

Levantai-vos, bendizei ao Senhor, vosso Deus, de eternidade em eternidade; ora, bendigam o nome de sua glória, que está levantada sobre toda bênção e louvor.  (Ne 9:5)

 

Reconstrução dos muros, repovoamento de Jerusalém, reformas sociais e religiosas, nomeação dos sacerdotes e levitas aos seus postos foram ações planejadas e executadas pelos dois líderes que disseram sim à ordem divina. Não olharam para esquerda nem para direita. O foco esteve no poder do Deus que havia prometido volta à terra natal.

Os levitas, ainda de posse da palavra, narraram os poderosos feitos de Deus na vida dos israelitas, desde o êxodo do Egito até a entrada na terra prometida. 

 

A coluna de nuvem nunca deles se apartou de dia, para os guiar pelo caminho, nem a coluna de fogo de noite, para os alumiar e mostrar o caminho por onde haviam de ir. E deste o teu bom espírito, para os ensinar; e o teu maná não retiraste da sua boca: e a água lhes deste na sua sede. (Ne 9:19-20)

 

Ainda lembraram ao povo que as misericórdias do Senhor ultrapassaram o céu dos céus durante a peregrinação no deserto. Da mesma forma, Deus agiria para garantir vida em abundância aos que retornaram com o desejo de servir a Deus, somente a ele.

Mas também falaram das rebeldias, transgressões e desobediências do povo. Lá no deserto,  o povo levantou-se contra Deus:

Poderá Deus, porventura, preparar-nos uma mesa no deserto?

(Sl 78:19)

Mesmo diante da infidelidade de seu povo, Deus permanece fiel. Corrige a todos quantos ama (Hb 12:6) e ainda o atrai para si com cordas de amor.

Assim, os apascentou, segundo a integridade do seu coração, e os guiou com a perícia de suas mãos. (Sl 78:72)

Por Auxilandia, pastora em Cristo, serva de Deus.

15 - 02 - 2012     

 
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