E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus. (Rm 2:2)

            Vontade vem do grego Thelema e significa aquilo que é desejado, ou desígnio deliberado, o que é pretendido.  Filósofos do mundo inteiro já discutiram causas e consequências da vontade livre ou daquela condicionada a algo ou alguém. Variadas  correntes de pensamentos pontuaram a vida desses estudiosos. O resultado foi e sempre será a falta de consenso.

Acreditar no livre arbítrio é direito de todos. Seguir resolução que depende só da soberana vontade divina é direção de poucos. Daqueles que decidem deixar de lado opiniões próprias e obedecer estritamente à voz de Deus. É fácil? Não. As coisas terrenas preparam o kit tentação. O apóstolo Paulo lembrou aos romanos que tomar a forma do mundo era promover a falta de conhecimento da boa, agradável e perfeita vontade do Pai Celeste.

Segundo o mandato do Senhor, os filhos de Israel partiam e, segundo o mandado do Senhor, se acampavam; por todo o tempo em que a nuvem pairava sobre o tabernáculo, permaneciam acampados. (Nm 9:18)

Quando os israelitas deixaram a escravidão no Egito e saíram aparentemente sem rumo, a nuvem, como um notável sinal da ativa presença de Deus, foi ferramenta que orientou o planejamento de ocupação no deserto. Para onde iam diante da ausência de um mapa? Manifestações da vontade de Deus foram expressas durante o dia por uma nuvem, que proporcionava proteção do sol, e, pelas noites, por uma coluna de fogo para oferecer conforto na escuridão.

O entendimento da vontade de Deus não se deu de forma clara. A dependência dos comandos divinos foi necessária para que a obediência atingisse nível desejado. Moisés entendeu bem que quando não houvesse movimento da nuvem, era o tempo de parar. Diante da elevação do sinal evidente da própria presença de Deus, o momento de caminhar havia chegado.

Porque Moisés conseguiu captar o desígnio divino rapidamente e orientar tão grande multidão?

Ele havia passado quarenta dias e quarenta noites na presença do Eu Sou. Aquele que é, que era, e que há de ser sempre dará as ordens. Para conhecê-las, é preciso separação das coisas transitórias, terrenas. O ato de mortificar a carne caracteriza a capacidade de escolher os motivos ditados por Deus. A Bíblia ensina que o jejum, a oração e a meditação na Palavra fornecem armas e garantem vitória na guerra entre carne e espírito.

Às vezes, a nuvem ficava desde a tarde até pela manhã; quando, pela manhã, a nuvem se erguia, punham-se em marcha; quer de dia, quer de noite, erguendo-se, a nuvem partia. (Nm 8:21)

Qual o preço de se conformar com a deliberação do Senhor? Elevado. O reino celeste é tomado por esforço. Aqueles que canalizam objetivos para atingir o fim proposto pelo Soberano Criador tornam-se embaixadores de seu reino.

O preço que Jesus pagou foi o mais alto já conhecido. E sempre será. Suou gotas de sangue e suportou morte de cruz. O Filho de Deus poderia ter exercido livre arbítrio e deixado o cálice passar. Entretanto, submeteu-se ao zelo de Deus pela humanidade. Era causa eterna morrer por pecadores. Paulo poderia ter fugido da prisão, da fome, da sede, dos naufrágios, e até compreender que estava levando uma vida sem o cuidado de Deus. Afinal, tantos sofrimentos poderiam ser entendidos como atitude fora da vontade soberana. Proclamar o evangelho envolve perseguições.

Ora, todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos. (2 Tm 3:12)

Perseguição é luta travada pela hoste da maldade. Não é boa, perfeita e nem agradável vontade de Deus, pois nossa luta é contra as forças do reino das trevas e não contra Deus. “Ai daquele que contende com seu criador!” Exclamou o profeta Isaías. Mas é preciso compreender que o livramento sempre marcará a vida dos que se empenham em cumprir a Palavra de Deus. É preciso repreender os inimigos espirituais com armadura munida de bondade, paciência, alegria, paz, perseverança e fé.

            No acampamento do povo de Israel, durante a peregrinação no deserto, o número de trombetas que soavam, e os tipos de notas que emitiam, eram sinais para os vários grupos. Havia disciplina, ordem para se obedecer. E tudo foi feito para que houvesse harmonia na conquista da terra prometida. E de quem partiam os comandos? De Deus. Exclusivamente do céu.

Qual a expressa determinação que temos obedecido? Qual o tempo investido na busca do conhecimento da boa, perfeita e vontade de Deus para nosso viver?

Por Auxilandia, pastora em Cristo, serva de Deus.

22 - 03 - 2012     

 
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