Consolai, consolai o meu povo, diz o vosso Deus. (Is.40)

Quando, porém, vier o consolador, que eu vos enviarei da parte do Pai, o Espírito da Verdade, que dele procede, esse dará testemunho de mim. (Jo 15:26)

            Consolar é definido por Aurélio como “aliviar ou suavizar a aflição, o sofrimento, o padecimento, proporcionar sensação agradável a; dar prazer a”. Consolar, do grego Paraklesis, assume o valor de exortação, conforto, encorajamento e seu significado vai além da emissão de um vocábulo. Leva o consolador a permanecer ao lado de alguém e a oferecer segurança. Esse é o campo semântico em que a palavra consolação se encontra: chamado para o lado de alguém.

            Isaías recebeu o chamado para dirigir-se aos exilados da Babilônia de forma profética e confortadora. O tempo de escravidão havia expirado pela misericórdia de Deus. A capacidade para prestar ajuda foi requerida do povo de Israel. Palavras carregadas de esperança, alívio e calmaria deveriam jorrar como uma fonte de águas doces.

Consolai-vos, pois, uns aos outros e  edificai-vos reciprocamente, ..amparai os fracos e sejais longânimos para com todos. (1 Ts 5:11-14)

            Os tempos são maus, conforme indica as Sagradas Escrituras. Portanto, não há espaço para palavras que adoecem. Discípulo de Jesus é chamado para andar ao lado de alguém e guiá-lo para a luz. Mas como cumprir essa meta? Coração precisa de cura constante. Tanto do que consola quanto do que recebe o consolo. Não há remédio permanente para emoções. A menos que flua da fonte curadora, que é Jesus.

A busca para tratar saúde emocional passa por processos dinâmicos de lapidação das habilidades, talentos e dons recebidos para serem exercitados no reino de Deus. Reconhecer fraquezas e contar com o consolo do Espírito Santo é o início da luta contra as estruturas espirituais da maldade. Depois, basta manter a busca pela superação das falhas.

            Tiago afirma que a língua é comparada a navios controlados por pequeno leme. E ressalta que pode a palavra colocar em chamas toda a carreira da existência humana. Ou seja, pode dá vida, ou tirá-la. Pode fazer alguém naufragar em angústias ou proporcionar-lhe momentos de alegria e prazer por meio da graça da comunhão ensinada por Jesus. De vez em quando é preciso ouvir para então emitir palavras. O filtro de escuta deve passar pela purificação dos pensamentos.  E o pensar depende do que se ver, ler, e fala.

            O mundo revela a maldade por meio da fofoca, difamação, calúnia e intrigas. Os que renasceram em Cristo devem apresentar-se como geradores de comunhão para permitir vínculos afetivos que desfaçam as obras das trevas.

Ele, porém, que é misericordioso, perdoa a iniquidade e não destrói; antes, muitas vezes desvia a sua ira e não dá largas a toda sua indignação. (Sl 78:38)

            Deus age assim. Com cordas de amor e com ternura, apaga as transgressões. E pede que a humanidade tenha o mesmo padrão de relacionamento. Que perdoe e se empenhe a estabelecer momentos de comunhão.

            Nada acontece sem esforço. É preciso disciplina para sair da inatividade espiritual. Quando se deixa de exercer o amor ao próximo no padrão que Jesus estabeleceu, há uma pausa no relacionamento com Deus. O Espírito Santo é apagado e prejuízos ocorrem na vida de quem abre brechas para mágoas. A raiz de amargura, quando cresce, atinge o próximo e provoca catástrofes em relacionamentos.

            Estresse, excesso de atividade e responsabilidade, mágoa, tristeza, doenças do sistema emocional são portas abertas para impedir crescimento de vínculos afetivos.

Que providências tomar num cenário de hostilidade permanente?

            O primeiro passo é entender que o inimigo da alma é mestre em lançar angústia a partir de uma situação que deixou tristes marcas no coração. Em seguida, é buscar amenizar a ferida aberta com a posse da Palavra que flui como bálsamo curador. Não a Palavra falada, ou lida, mas praticada.

            Deus entende bem de sua criação. Por isso, atribuiu ao homem inteligência. Deixou remédios, exercícios físicos, capacidade de gerenciar conflitos.  Fácil é resolver problemas naturais. E quando atinge a dimensão espiritual? O que fazer?

Porque, andando na carne, não militamos segundo a carne. Porque as armas da nossa milícia não são carnais, mas sim poderosas em Deus para destruição das fortalezas; Destruindo os conselhos, e toda a altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo o entendimento à obediência de Cristo; (2 Co 10:3-5)

Por Auxilandia, pastora em Cristo, serva de Deus.

11 - 04 - 2012     

 
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