Mas, pela graça de Deus, sou o que sou; e a sua graça para comigo não foi vã; antes, trabalhei muito mais do que todos eles; todavia, não eu, mas a graça de Deus, que está comigo.
(1 Co 15:10)

                        Gestores da atualidade entendem que o trabalho em equipe dá mais resultado. E dá. Ninguém, por mais que se esforce, consegue superar os desafios que o mundo globalizado apresenta. Há uma relação de dependência das habilidades e conhecimentos. Resumindo: um precisa do outro para se mover e cumprir metas, seja na vida secular ou no campo espiritual.

            Paulo escreveu aos Coríntios para explicar o mistério da ressurreição e muitos outros conceitos errados que poderiam colocar em risco todo seu trabalho de evangelização. Havia descrentes entre eles.

O apóstolo apresenta seu passado carregado de erros e ressalta que a graça de Deus foi alavanca que o impulsionou para o trabalho no evangelho.

Porque eu sou o menor dos apóstolos, que não sou digno de ser chamado apóstolo, pois que persegui a igreja de Deus. (I Co 15:9)

Não caminhou sozinho. Antes, contou com ajuda de homens escolhidos pelo dedo divino. Barnabé, Ananias, Timóteo e tantos outros passaram pela vida de Paulo e compartilharam dons, talentos e  conselhos.

Também não olhou para trás. Entendeu que a mensagem da cruz lhe garantiu vestes brancas e perdão sem limites. Ele sozinho não poderia realizar nada. Tudo que precisava para publicar as boas novas descia do alto.

Para tomar posse dos recursos espirituais, buscava a face de Deus incessantemente com jejuns, orações e estudo das Sagradas Escrituras. E contava com ajuda de companheiros.

Escolhei, pois, irmãos, dentre vós, sete varões de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria, aos quais constituamos sobre este importante negócio. Mas nós perseveraremos na oração e no ministério da Palavra. (Atos 6.3-4).

Após a ressurreição de Jesus, muitos foram os discípulos que se uniram no ministério cotidiano. E muitas eram as tarefas exigidas pelo evangelho. Quem iria fazer o quê? Os doze apóstolos decidiram dividir tarefas e confiar no ensino do Espírito Santo.

E crescia a palavra de Deus, e em Jerusalém se multiplicava muito o número dos discípulos, e grande parte dos sacerdotes obedecia à fé.
(Atos 6:7)

 

Não há crescimento sem divisão de atividades. Liderança compartilhada leva à melhor utilização de potencialidades.  No reino espiritual também se exige visão administrativa. Mas certo é que todo planejamento deve surgir com  oração. Sem ela, todo esforço será carnal. E Paulo deixa claro que o homem que anda na carne não agrada ao Senhor.

Agradar a Deus é viver na dimensão do Espírito Santo. É ser movido pela graça e misericórdia. É permanecer longe da ira divina.

Igreja é definida por Aurélio como templo eclesiástico, a comunidade cristã. Paulo ensina que cada um fique na vocação em que foi chamado (I Co 7:20). No templo eclesiástico, muitas são as atividades a serem desenvolvidas. Delegar tarefas é o caminho para o crescimento. Delegar busca pelo estreito relacionamento com Deus, jamais.

Paulo afirmou ter trabalhado mais do que qualquer de seus companheiros. Porém ressaltou que o mérito foi direcionado a Deus, porque a graça divina lhe concedeu força para o desempenho do papel de despenseiro dos mistérios guardados em tempos eternos e revelados a ele para publicação à humanidade.

Contemos com o sustento divino e com ajuda de toda comunidade cristã para anúncio do evangelho.

Por Auxilandia, pastora em Cristo, serva de Deus.

18 - 04 - 2012     

 
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