Não há ainda alguém da casa de Saul para que use eu da bondade de Deus para com ele? ( Sm 9:3)

            No antigo Oriente Médio era comum que fundadores de novas dinastias exterminassem os descendentes dos governantes anteriores para que não houvesse quem reclamasse o trono em nome de suas famílias.

            Depois de 40 anos do reinado de Saul em Jerusalém, Davi assume o reinado em todo Israel. Havia sofrido perseguições por parte do antigo rei, ainda quando recebeu unção para reinar numa pequena cidade, Hebrom. Na época em que integrava o exército de Saul, Davi foi vítima de humilhação e desprezo. Não porque fracassou como guerreiro. Mas por apresentar um currículo de vitórias.

Se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber; porque, fazendo isto amontoarás brasas de fogo sobre a sua cabeça. (Rm 12:20)

            Paulo ensina aos romanos que a prática do amor não estaciona na simples ação de perdoar. Uma atitude é requerida para demonstrar bondade como fruto do Espírito.

            Davi poderia ter-se regozijado com a morte de Saul e seguir o costume de sua terra. Entretanto, escolheu apostar nos frutos que colheria sendo solidário com a casa de seu maior inimigo.

Como é grande a tua bondade, que reservaste aos que te temem, da qual usas, perante os filhos dos homens, para com os que em ti se refugiam. (Sl 31:19)

                        Para Davi, o prazer de conhecer Deus substituía qualquer forma de deleite. Por essa razão, a capacidade de amar inimigos e de fazer o bem, mesmo tendo herdado tantos males, fez dele um adorador em espírito e em verdade.

            Mefibosete, neto de Saul, foi agraciado com honrarias. Na mente falha e humana do rei, certamente acenderam-se pensamentos de vingança. Mas ao decidir praticar o bem, o pecado não floresceu. Davi ainda recebeu do próprio Deus o título de homem segundo o coração divino.

Aquele, pois, que sabe que deve fazer o bem e não o faz nisso está pecando.

(Tg 4:17)

                        Benevolência deriva do grego eunoia (formado de eu,”bem” e nous “mente”)  e denota ideia de boa vontade, ou o que lhe é devido. Bom (agathos) descreve aquilo que, sendo bom em caráter ou constituição, é benéfico em seu efeito.

                        Coração bom é requisito para participar das bênçãos da eternidade. É material que se usa para construção da morada eterna e que resistirá ao fogo purificador. Agir vantajosamente para com o próximo é expressão máxima do conhecimento de Deus.

O homem bom tira do tesouro bom coisas boas. (Mt 12:35)

            Dentro do contexto bíblico, é possível ser bom e semear boas coisas. Algo que é moralmente honesto e agradável a Deus deve ser buscado pelo cristão. Jesus não abriu mão de ensinar seus seguidores acerca da bondade praticada.

Como praticar bondade diante da falta de tempo, recursos físicos, espirituais, e emocionais?

 

                        É um desafio que tira o sono do ser humano consciente de suas limitações. Mas Jesus advertiu com precisão:

No mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo. (Jo 16:33)

Ânimo para vencer tentações, sofrimentos, vontade de parar. Para praticar o bem.

Sobre mim vieram tribulação e angústia; todavia os teus mandamentos são o meu prazer. ( Sl 119:143)

O salmista deixou de lado as turbulências da vida e colocou em prática preceitos divinos. Um dos mandamentos que faz a alma sedenta transbordar de prazer é o exercício do bem.

É ele que dá grandes vitórias ao seu rei e usa de benignidade para com o seu ungido, com Davi e sua posteridade, para sempre. (Sl 18:50)

O renascido em Cristo é a posteridade de Davi, cujo trono foi confirmado de eternidade a Eternidade com a coroação de Jesus, o Rei dos reis.

Semear a bondade é instrumento essencial na guerra contra hostes da maldade.

Por Auxilandia, pastora em Cristo, serva de Deus.

30 - 05 - 2012     

 
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