Quando vindes para comparecer perante mim, quem vos requereu o só pisardes os meus átrios?

 (Is.1:12)

 

Porque um tabernáculo estava preparado, o primeiro, em que havia o candelabro, e a mesa, e os pães da proposição; ao que se chama o santuário. Mas depois do segundo véu estava o tabernáculo que se chama o santo dos santos.
(Hb 9:2-3).

Ainda no deserto, Moisés recebeu de Deus o projeto da construção do tabernáculo, local destinado a adoração. No primeiro compartimento, havia o átrio, onde se realizava o sacrifício para remissão de pecados. Somente adentravam o Santo Lugar e o Santo dos Santos os sacerdotes escolhidos para ministrar de acordo com determinação divina.

Todo liturgia era cumprida rigorosamente para que a presença protetora de Deus chegasse ao povo de Israel. Pecados eram perdoados com o sacrifício, mas outras bênçãos desciam do trono da graça mediante ritos executados nos demais compartimentos.  O Santo dos Santos, ou Lugar Santíssimo, era o local da manifestação da glória de Deus vista pelos olhos humanos. O sumo sacerdote contemplava a maravilhosa luz, fogo, ou outro sinal, entre os querubins que se apoiavam na tampa da Arca da Aliança.

Ali, virei a ti e, de cima do propiciatório, do meio dos dois querubins que estão sobre a arca do Testemunho, falarei contigo acerca de tudo o que eu te ordenar para os filhos de Israel. (Ex.25:22)

O tempo se passou. Moisés foi recolhido por Deus e outros líderes foram indicados para guiarem o povo até o local determinado para adoração. No tempo do profeta Isaias, muito mais se requereu em questões de espiritualidade que tocasse o coração de Deus. Por que a determinação para que o povo caminhasse além dos átrios? Aos sacerdotes apenas incumbia essa missão.

Deus motivou o povo a ir para além do campo físico. Questões espirituais eram requeridas. Adentrar o Santo dos Santos  na dimensão do espírito era para todos que careciam da glória de Deus.

Agora, levanta-te, ó Senhor, ó Deus, e vem para o teu lugar de descanso, tu e a arca do teu poder. Estejam os teus sacerdotes vestidos de salvação, ó Senhor, ó Deus. 
(2 Crônicas 6:41)

Jesus inaugurou o tempo da eterna redenção. E ordenou a todos como sacerdócio santo,  povo eleito. Não há mais o véu que separa o santíssimo lugar. Com intrepidez, podemos fazer a oração do cronista. Invocar o poder divino por meio do caminho, da verdade e da vida. Cristo ressurreto indica como abrir olhos do coração para enxergar a nuvem de glória, ou a coluna de fogo, que hoje se manifestam no templo em que habita o Santo Espírito. E o templo é o corpo daquele que se santifica pela Palavra da verdade, oração e obediência.

Mas este, porque permanece eternamente, tem um sacerdócio perpétuo.
Portanto, pode também salvar perfeitamente os que por ele se chegam a Deus.

 (Hb 7:24)

Qual o valor de se adentrar o Santo dos Santos? Lá encontramos a mente de Cristo, que deve ser impressa nos corações. A fragilidade humana revela a necessidade de seguir os passos daquele que é sacerdote sem mácula, que venceu a morte de cruz para interceder por pecadores.

Jesus também faz a mesma pergunta para os cristãos: quando virdes a mim, quem vos requereu a só pisardes nos meus átrios?

Ele deseja infundir o elemento de esperança de redenção futura. Não somente na vida terrena, mas por toda eternidade. Ser noiva de Cristo, igreja sem mácula, povo escolhido e separado para viver na dimensão da bondade divina é prêmio de valor incalculável.

SENHOR, quem habitará no teu tabernáculo? Quem morará no teu santo monte?
Aquele que anda sinceramente, e pratica a justiça, e fala a verdade no seu coração. 
(Salmos 15:1-2)

21 - 06 - 2012     

 
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