Davi escreveu esse salmo em meio às aflições vivenciadas no deserto de Judá quando fugia  de seus inimigos. Mais que cultivar o medo, ele apelou para buscar a face de Deus nas madrugadas frias em uma terra seca e insegura. A qualquer momento, poderia visualizar a destruição de sua alma.

Esconde-me do secreto conselho dos maus e do tumulto dos que praticam a iniquidade. (Sl 64:2)

            Conhecer os desígnios do adversário levou o salmista a direcionar os pedidos a quem podia livrar sua alma da morte. A presença de asas protetoras garantiu a saída do cântico jubiloso da boca do adorador.

A minha alma tem sede de ti. (Sl 63)

            Sede é uma sensação de caráter geral, iniciada por estímulos originados dentro do próprio organismo e não do meio ambiente. (Wikpédia). Sede impede que o organismo realize suas funções normais e provoca aumento dos batimentos cardíacos. Requer hidratação imediata.

            E sede de Deus? Melhor que a vida é a graça divina. Essa conclusão foi do salmista quando percebeu que o louvor fazia desviar o foco do perigo e acalmar o coração agitado. Seguir Deus de perto também foi importante desfecho para vencer a luta que começou no mais profundo ser de Davi.

            Que fez ele para fazer suas palavras percorrerem a distância entre ele e os céus?

Assim, eu te contemplo no santuário, para ver a tua força e a tua glória. (Sl 63:2)

             No deserto, o rei foi criativo. Erigiu um altar no próprio coração  e chamou de santuário. Ali a alma dele seguiu de perto o Todo Poderoso. Louvar traz satisfação. Reconhecer ação de Deus na vida individual pela comunhão gera fé.

Confiai nele, ó povo, em todos os tempos; derramai perante ele o vosso coração; Deus é o nosso refúgio. (Sl 62:8)

Confiar, segundo Aurélio, é esperar, ter fé.

Fé é o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que se não veem. (Hb 11)

            A fé opera no campo da recompensa futura. Mas é preciso ter vivenciado a poderosa ação divina por meio da oração e do conhecimento de Deus. Nada no reino espiritual é automático. A invocação é o princípio da resposta. O nome do Senhor deve ser suplicado continuamente para que a fé do tamanho do grão de mostarda chegue a ser a maior de todas as árvores.

Ó Senhor, tu és o meu Deus; exaltar-te-ei e louvarei o teu nome, porque fizestes maravilhas; os teus conselhos antigos são verdade e firmeza.

(Is. 25)

Por Auxilandia, pastora em Cristo, serva de Deus.

28 - 06 - 2012     

 
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