Lembra-se de que eles são carne, vento que passa e já não volta. (Sl 78:39)

            Que não tem possibilidade, irrealizável” é o conceito que Aurélio atribui à palavra impossível.

Asafe descreve no Salmo 78 a providência divina na história do povo de Israel desde o êxodo do Egito até a entrada na Terra Prometida. Num dado ponto da narrativa, ele afirma que o Deus do impossível não se esquece de que a humanidade é comparada ao vento que passa e a carne que perece. Por isso, suas misericórdias vão além do merecimento e adentra o campo da graça.

Fez soprar no céu o vento do Oriente e pelo seu poder conduziu o vento do Sul. (Sl 78:26)

O salmista se preocupou em revelar a soberania divina permeada do amor eterno.

O vento possui várias atividades. Pode trazer alívio no calor do sol ao meio dia. Mas também provoca o frio nas noites tenebrosas ou nas manhãs com nuvens. Apresenta-se como uma suave brisa, da mesma forma em que se mostra como um remoinho que espalha a terra seca no encontro de ventos contrários.

E o Todo Poderoso com o sopro de sua boca fez e faz o vento lhe obedecer. Tudo para garantir ao povo escolhido proteção sem limites.

O poder salvador de Deus se explicitou em Jesus quando os discípulos abriram brecha para o desespero no Mar da Galileia. Houve pânico entre eles. O  herdeiro do Pai Celeste, admoestando-os a desenvolverem fé, exclamou:

Porque sois tímidos, homens de pequena fé? E, levantando-se, repreendeu os ventos e o mar, e fez-se grande bonança. (Mt 8:26)

A notícia se espalhou com rapidez. Muitos conheceram o homem que deu ordens aos ventos e fez o mar se acalmar.

Quantas tempestades invadem o pensamento humano? Várias. E causam estragos. A fórmula certa para impedir esse tipo de invasão ninguém conhece. Até porque o próprio Jesus advertiu a seus discípulos que no mundo aflições aconteceriam.

E essas tribulações, comparadas a tempestades, a ventos do Sul e do Norte, a tufões nos colocam em dimensões privilegiadas diante da questão espiritual. Tiago explicou em sua carta que provações são armas poderosas para moldar caráter, purificar pensamentos, moldar o viver de Cristo nos corações humanos. Paulo garantiu que situações de turbulências devem ser superadas com a força que há em Jesus Cristo.

É certo que o reino das trevas não é inativo. Setas voando de dia, pestes andando na escuridão e mil caindo ao lado de cada um reflete atividade contínua das hostes da maldade. Mais certo ainda é o poder de Deus que nos levanta como guerreiros com autoridade sobre principados e potestades.

A destruição das forças invasoras contrárias ao projeto de Deus é palavra-chave que deve ser precedida por jejuns, orações, estudo sistemático das Santas Escrituras, adoração individual e coletiva.

Sobre mim, vieram tribulação e angústia; todavia, os teus mandamentos são o meu prazer. (Sl 119:143)

O segredo daqueles que conseguem enxergar a estrela d’alva brilhando em lugar tenebroso é possuir coração de verdadeiro adorador. Não importam lutas, calúnias, fofocas ou palavras que ferem a ponto de destruir emoções. O que conta na batalha que envolve espíritos malignos é entender que a guerra se vence com armas espirituais. E não são pessoas que entram como o inimigo. Pedro nos ensina que nosso adversário é o diabo, que permanece ao derredor rugindo como um leão e esperando a quem tragar.

É contra o adversário que devemos estocar munições. O amor é a arma mais certeira. É fundamental que esse entendimento seja renovado a cada manhã. Lutar nessa vida não passa de compreender o ataque maligno e amar pessoas que são os instrumentos do adversário. No momento em que a salvação alcança os perdidos, os ataques se reduzem.

Perseverai na oração, vigiando com ações de graças. (Cl 4:2).

Habite, ricamente, em vós a palavra de Cristo. (Cl 3:16)

Graça é conceituada por Aurélio como “Benevolência, estima, boa vontade.” É também “beleza de gestos e de movimento.”  Sabe-se o quanto é difícil, em meio às tempestades da vida, manter beleza em gestos e em movimentos, mas não é impossível se a palavra de Cristo habitar ricamente nos corações.

Por Auxilandia, pastora em Cristo, serva de Deus.

11 - 07 - 2012     

 
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