Desde a antiguidade está firme o teu trono; tu és desde a eternidade.
(Sl 93: 2)

            O rei do universo é eterno. E porque é desde o princípio e será até o fim, o alfa e o ômega, seu trono é firme. Quem invalidará seu decreto? Ninguém. Nada. Tudo se curva diante de sua glória.

“Que não tem princípio nem fim; que sempre existiu e existirá.” Essa expressão explica, segundo Aurélio, a palavra eternidade. É usada para pessoas e coisas que, por sua natureza, são infinitas.

A quem, pois, me comparareis para que eu lhe seja igual? – diz o Santo. Levantai ao alto os olhos e vede. Quem criou estas coisas? Aquele que faz sair o seu exército de estrelas, todas bem contadas, as quais ele chama pelo nome; por ser ele grande em força e forte em poder, nem uma só vem a faltar. (Is.40:25-26)

            Contam os historiadores que os cananeus viam sua principal divindade, El, como rei dos deuses. Mas El foi atacado por Baal e derrotado vergonhosamente. Baal se tornou rei. Mas por quanto tempo reinaria? Se El foi vencido por Baal, este, por sua vez, poderia também ser extenuado por um deus mais forte. Os cananeus, que acreditavam nessa história, viviam à beira de uma catástrofe celeste. Seus deuses eram frágeis. A qualquer hora perdiam o trono e outro ocupava o lugar.

Porque o Senhor é o Deus supremo e o grande Rei acima de todos os deuses. (Sl 95:3)

            O Santo de Israel chamou à existência todas as coisas e nunca perdeu batalhas. Nem perderá. Ele é o Senhor dos Exércitos. Ele é desde a eternidade. E por isso, ele pergunta:

Por que, pois, dizes, ó Israel, e falas, ó Jacó: O meu caminho está encoberto ao Senhor, e o meu direito passa despercebido ao meu Deus? (Is. 40:27)

            Não é infortúnio na saúde, finança, trabalho ou família que revela o desconhecimento do direito humano pelo Senhor. Obras malignas sempre existirão. Porém, nunca excederão a força  criadora daquele que está nas alturas e é mais poderoso do que o bramido das grandes águas  e dos poderosos vagalhões do mar (Sl 93:4). A vida de cada um está gravada na palma de suas mãos. 

            Num mundo competitivo, vale quem chega primeiro. Quem levanta cedo e não perde tempo para  se preparar para o futuro leva a bola da vez. E no mundo espiritual? Existe competitividade? Não. Mas existe uma guerra contínua e quem dorme perde espaço na conquista de vitórias. Bênçãos não descem do céu sem busca. Espíritos malignos estão ao derredor imprimindo nos corações tristezas, desânimos, incredulidade, dúvida. Batem palmas para os momentos desastrosos.

            Mas aquele que cedo busca a face do Eterno Deus recebe o livramento e força para continuar crendo no Deus que se reveste de majestade e de poder, que firma o mundo e não vacila. (Sl 93).

            O glorioso reinado vindouro de Jesus ainda está por vir. Não resta dúvida de que o reino de Deus já foi implantado na terra. Mas o melhor está reservado para os que guardam a fé e completam a carreira sem olhar para trás.

É a recompensa de passar a eternidade ao lado do Rei dos reis, do Deus dos deuses e Senhor dos senhores que motiva a caminhada num mundo de aflições.

 

Quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar, então, vós, também, sereis manifestados com ele, em glória. (Cl 3:4)

            Glória vem do grego doxa e significa honra como resultado de uma boa opinião. O devido reconhecimento da manifestação dos atributos divinos leva a humanidade a glorificar o nome do criador. Mas haverá um momento na história eterna em que a glorificação será repartida entre os que receberam a Jesus como salvador. Semelhantemente à glorificação do corpo do Cristo ressurreto, os crentes passarão por esse processo. Corpos serão glorificados, mas toda honra e toda gloria continuarão direcionadas àquele que reina de eternidade a eternidade.

Digno é o cordeiro que foi morto de receber o poder, e riqueza, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e louvor. (Ap 5:12)

            Jesus glorifica o Pai. Sua glória inata foi trazida à luz quando esteve em sua carne. Ao ser elevado às alturas por anjos e por nuvens que o encobriu, recebeu nome que está acima de todo nome. Por isso, a humanidade não deve desfalecer diante da falta de perspectivas na vida. Deve, sim, clamar por Jesus quando a cruz pesar mais que o normal.

O sangue derramado na cruz abriu um novo e vivo caminho para esperança de um amanhecer regado a alegrias.

O Senhor é também alto refúgio para o oprimido, refúgio nas horas de tribulação. (Sl 9:9)

O maravilhoso zelo protetor de Deus é revelado àqueles que buscam socorro nas moradas eternas. Um lugar seguro, de difícil acesso é característica de refúgio. Mas para chegar lá, é preciso um roteiro, talvez um mapa.

Jesus deixou a dica para acesso aos lugares de refúgio: Oração, que  traz a eternidade até o pensamento de cada um e promove transformação na maneira de pensar, de agir.

É na conversa séria com o Pai celeste que a alma atinge o nível desejado para uma vida de fé. Saber que o trono divino é firme eternamente só se consolida no pensamento depois de sucessivos encontros com Deus. E somente é possível com a oração, o jejum, o estudo sistemático das Santas Escrituras. É um exercício disciplinado de busca da face do Eterno Deus que pontua o coração e o faz segundo o coração de Deus.

Por Auxilandia, pastora em Cristo, serva de Deus.

18 - 07 - 2012     

 
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