Desci até os fundamentos dos montes, desci até a terra, cujos ferrolhos se correram sobre mim, para sempre; contudo, fizeste subir da sepultura a minha vida, ó Senhor, meu  Deus! (Jonas 2:6)

 

Vida se manifesta pela contínua atividade de um ser. Revela-se pelo metabolismo, reação a estímulo, adaptação ao meio, reprodução. Enfim, pela existência. Pelo movimento de sobrevivência em busca de satisfação de necessidades físicas, afetivas e espirituais.

Jonas, do ventre do peixe, percebeu o fim de sua existência. Do abismo, clamou ao Senhor. A resposta veio. Não no tempo estimado pela ansiedade de se ver livre das correntes aquáticas  que o cercaram e das algas que se enrolaram em seu pescoço.

O livramento chegou quando o profeta havia descido até os fundamentos dos montes, no coração dos mares. Lá, certamente, compreendeu o significado de  fragilidade e impotência das criaturas.

Quando, dentro de mim, desfalecia a minha alma, eu me lembrei do Senhor; e subiu a ti a minha oração, no teu santo templo. (Jn 2.7)

O homem encontra-se, continuamente, entre duas escolhas: morte ou vida. Bem ou mal.

Vê que proponho, hoje, a vida e o bem, a morte e o mal. Os céus e a terra os tomo, hoje, por testemunhas contra ti, que te propus a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe, pois a vida, para que vivas, tu e a tua descendência.

(Dt 30:15 e 19)

Jonas não vacilou na escolha. Quando a alma se desfalecia, em vez de escolher a incredulidade, de enxergar apenas a escuridão e as portas da vida se fechando, projetou o olhar para o alto. De lá viria o socorro. E veio. E com a voz de agradecimento, prometeu oferecer sacrifícios e pagar os votos feitos.

Concluiu com a humildade que o tirou das garras da morte: “fizestes subir da sepultura a minha vida, ó Senhor, meu Deus!”

Com a nova vida, Jonas se enquadra na vontade do Todo Poderoso. Vai à Nínive anunciar as misericórdias de um Deus que não sente prazer na morte do ímpio. Pelo contrário, manifesta desejo de salvar a todos que jazem no abismo da maldade, da morte que traz maldição.

Jesus é a vida. O inimigo da alma humana é a morte, o mal. Optar por Jesus é atrair vida em abundância  e afastar influências maléficas.

É possível extirpar a maldade neste mundo? Não. Absolutamente não. Deus garantiu que o mal será destruído somente no tempo final da história eterna de redenção. Pode-se lutar contra a maldade para que consequências do mal sejam amenizadas e o livramento alcance vidas.  Jesus foi claro quando sinalizou que, no mundo, haveria aflições. Esperar ser diferente é aumentar sofrimento.

 Haverá, sim, um dia em que a lágrima será retirada de todo olho.

E, então, virá o fim, quando ele entregar o reino ao Deus e Pai, quando houver destruído todo principado, bem como toda potestade e poder. Porque convém que ele reine até que haja posto todos os inimigos debaixo dos pés. O último inimigo a ser destruído é a morte. Porque todas as coisas sujeitou debaixo dos pés. E, quando diz que todas as coisas lhe estão sujeitas, certamente, exclui aquele que tudo lhe subordinou. Quando, porém, todas as coisas lhe estiverem sujeitas, então, o próprio Filho também se sujeitará àquele que todas as coisas lhe sujeitou, para que Deus seja tudo em todos”. (I Cor 15:24-28)

Deus é o doador de toda vida no universo. Jesus veio como primícias da ressurreição para que a fé não se perdesse em meio às maldades introduzidas pela desobediência do primeiro homem. Paulo explica que toda criação geme no aguardo da futura redenção.

O sustento espiritual de que se necessita para continuidade da existência em corpo não glorificado vem da busca incessante pela face de Deus. Jesus veio para desfazer as obras do maligno. Ele registrou necessidade de investir tempo em oração, jejum e estudo sistemático das Santas Escrituras. Sem essa disciplina, as consequências das obras maléficas retiram a capacidade de escolher vida, de olhar com agradecimento a quem emite amor eterno e não se compraz com a desgraça da humanidade.

Ter vida em abundância é reconhecer a boa mão de Deus que garante vitória sobre as trevas.

Por Auxilandia, pastora em Cristo, serva de Deus.

08 - 08 - 2012     

 
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