Então Moisés disse a Deus: Quem sou eu, que vá a Faraó e tire os filhos de Israel? (Ex. 3.11)

 

            O Êxodo foi o evento central da história de Israel. Um líder conduziria a saída que marcou a data mais comemorada entre os descendentes de Abraão. Como foi o chamado e a preparação daquele que estaria diante do orgulhoso Faraó?

            E Deus disse: certamente eu serei contigo. (EX. 312)

            Questionamentos, medos, tremores. Tudo isso passou pela mente do homem que falou face a face com Deus. A divina resposta foi mesclada de esperança e compromisso. 

O “Eu Sou” seria com Moisés. Entretanto, a responsabilidade de servir a Deus depois do Êxodo foi explicitada no momento da vocação.

E isto te será por sinal de que eu te enviei: quando houveres deixado este povo do Egito, servireis a Deus neste monte. (Ex. 3:12)

Depois de enfrentar o inimigo, o guia de Israel recebeu a incumbência de se tornar servo e conduzir o povo à adoração bem antes de receber a promessa. Adentrar a terra prometida como povo livre da mão de Faraó somente se cumpriria depois do serviço no monte Sinai, local da aparição de Deus em forma de sarça ardente que não se consumia.

Longa caminhada a de Moisés. Aprendeu a não confiar em si mesmo. Não seria uma luta do líder e Faraó, e sim de Moisés apoiado em Deus e o rei do Egito.

É o poder ilimitado de Deus que sustenta o obreiro com suas limitações.

Falar não era o forte do escolhido de Deus para a grande obra do Êxodo. Isso jamais foi permitido como escusa para não atender ao divino chamado. Prontamente Deus sugeriu que Arão se tornasse o porta-voz de Moisés.

O caráter elevado da missão provocou medo. Deus já havia garantido que estaria com ele. Preocupações com o que diriam os filhos de Israel ativou a misericórdia divina para ensinar o líder a ser alvo de confiança.

E disse mais Deus a Moisés: Assim dirás aos filhos de Israel: O Senhor, o Deus de vossos pais, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó, me enviou a vós; este é meu nome eternamente, e este é meu memorial de geração a geração. (Ex. 3:15)

Frutos dignos de arrependimento revelam o chamado por Deus, porém a capacitação virá na longa caminhada. Erros e acertos pontuaram a jornada de Moisés desde o encontro com Faraó até a entrada na terra prometida.

Senhor, se agora tenho achado graça aos teus olhos, vá agora o Senhor no meio de nós; porque este é povo obstinado; porém perdoa a nossa iniquidade e nosso pecado e toma-nos pela tua herança.

(Ex. 34: 9).

            Aquele homem, no entanto, quebrantava-se na presença do Todo Poderoso. Entendia a fraqueza humana e tomava posse do perdão divino. Para ele e para seus irmãos.

            O Deus presente de forma real garante vitória em situações desesperadoras no cumprimento do grande chamado para atuação na seara do reino celeste. Abrir mão do chamado é desagradar o coração de Deus.

E acontecerá que, quando a minha glória passar, te porei numa fenda da penha e te cobrirei com a minha mão, até que haja passado.

(Ex. 33:22)

            Ver a glória do Senhor é para os que não desistem.

Por Auxilandia, pastora em Cristo, serva de Deus.

29 - 08 - 2012     

 
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