No temor do Senhor, tem o homem amparo forte, e isso é refúgio para seus filhos.

(Pv 14:26)

            A cidade como palco de violência tem tirado o sono de autoridades governamentais. Caminhar certas horas da noite para apreciar estrelas e brisa suave nas noites encaloradas é sonho dos que almejam paz.

Sentimento de insegurança pontua o coração e mobiliza a sociedade em busca de alternativas. E os resultados? Desanimadores. O consumo da violência tem crescido. Televisão, jogos de vídeo, busca de reconhecimento, justiça com próprias mãos. Tudo isso e infinitas razões motivam o ser humano a agir brutalmente.

Qual o fundamento da multiplicação da maldade?

Propôs-lhes outra parábola, dizendo: O reino dos céus é semelhante ao homem que semeou boa semente no seu campo; mas, enquanto os homens dormiam, veio o inimigo dele, semeou joio no meio do trigo, e retirou-se.

(Mt 13:24-25)

Sonolência espiritual retira a capacidade de identificar o joio e de conviver com ele. Na parábola contada pelo Mestre Jesus, o inimigo lançou a semente maligna quando os homens dormiam.

            É possível extirpar o mal? Não. Mas é possível combatê-lo para que consequências sejam amenizadas e paz necessária à sobrevivência brote. O joio será arrancado na consumação dos séculos. Até lá, a ordem é acordar por meio dos quatro sentidos vitais: audição, olfato, paladar, tato e visão.

            Abrir ouvidos para receber direção divina, sentir o perfume de Cristo, comer o pão que desceu do céu, ver o sobrenatural de Deus e impor as mãos para curar é conservar-se atento.  

O escritor de Provérbios esclareceu, pelo Santo Espírito, que amparo forte e refúgio para os filhos descem do céu na medida em que o temor do Senhor cresce até atingir a estatura do varão perfeito.

O temor do Senhor é fonte de vida para evitar laços de morte.

(Pv 14:27)

A resposta branda acalma o furor, mas a palavra dura suscita a ira.

(Pv 15)

A língua serena é árvore de vida, mas a perversa quebranta o espírito.
(Pv 15:4)

            Embora cada qual seja responsável por palavras proferidas, os efeitos delas se estendem à comunidade.  A insensatez revela o perigo de se falar compulsivamente, sem reflexão. O sábio e prudente reprime a vontade de agir precipitadamente e aguarda no Senhor, sempre.

O que determina sabedoria ou sensatez de alguém?

Certamente, a maneira de se comportar nesse mundo com disciplina e regras. Cuidar do sono, alimentação é apresentar corpo irrepreensível a Deus. Atentar para os relacionamentos é apresentar alma correta ao Criador. Disciplinar-se na oração é apresentar espírito perfeito e atrair para si prudência.

Buscai primeiro o reino de Deus e sua justiça e as demais coisas serão acrescentadas. (Mt 6:33)

Não há que se falar em temor e livramento se o forte desejo no coração de adorar ao criador assume o segundo lugar. A ordem é clara. Valores eternos como amor, compreensão, bondade, alegria no Senhor, desejo de servir, misericórdia revelam submissão à soberania divina. E evita a violência.

            A forma como se trata alguém demonstra o relacionamento que se tem com Deus. Ele é fonte inesgotável de serenidade.

Olhando da minha morada, estarei calmo como o ardor quieto do sol resplandecente, como a nuvem do orvalho no calor da sega. (Is.18:4)

 

Em tese, é simples alcançar a calma que evita violência. Entretanto, no caso concreto, muitos são os espinhos na caminhada dos que buscam o temor do Senhor. Porém, o Consolador que guia a toda verdade está disponível para acesso. Basta quebrantar o coração e se render aos pés da cruz. E receber dele as dicas necessárias ao combate do mal.

Por Auxilandia, pastora em Cristo, serva de Deus.

12 - 09 - 2012     

 
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