Na vossa paciência, possuí a vossa alma. (Lc 21.19)

E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra e soprou em seus narizes o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente. (Gn 2.7)

 

            Todo ser que se move possui certo tipo de inteligência e percepção. Porém, apenas o homem é dotado de capacidade relacional, espiritual e moral. 

Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança.  

(Gn 1.26)

Porque um Deus, que é espírito, faria um ser à sua imagem e semelhança?

Que imagem retrataria um espírito que criou todas as coisas e as mantém por sua divina providência?

            Não é a física. A imagem e semelhança com o Deus Criador se colocam na esfera dos atributos divinos que são eternos, mas que se comunicam à sua criação. Em particular, ao homem.

            O sopro de vida nas narinas fez do ser criado do barro uma alma vivente. Alma que carrega em si a divina semente. E, portanto, as características espirituais, como a capacidade de lutar para que a ordem criadora seja mantida.

            Jesus Cristo ensinou aos discípulos, utilizando o contexto de perseguições pela prática dos valores do cristianismo, que a virtude chamada paciência garantiria a vida. A alma viva.

            A pergunta que desafia a capacidade de raciocínio é: Como desenvolver paciência em tempos adversos?

            Paciência vem do grego hupomone e significa “permanência embaixo de”. Isto é, permanecer embaixo da luta, da adversidade, do momento de dor até que a vitória resplandeça como a luz da aurora.

            E não há outra saída para possuir a alma senão pela paciência. Em tempos de normalidades, não há que se falar em paciência. Ela só se desenvolve nas provações, nos momentos desafiadores da existência humana.

Antes, como ministros de Deus, tornando-nos recomendáveis em tudo: na muita paciência, nas aflições, nas necessidades, nas angústias, nos açoites, nas prisões, nos tumultos, nos trabalhos, nos jejuns, na pureza, na ciência, na longanimidade, na benignidade, no amor não fingido, na palavra da verdade, no poder de Deus, pelas armas da justiça, por honra e por desonra, por infâmia, e por boa fama, como enganadores e sendo verdadeiros; como desconhecidos, mas sendo bem conhecidos; como morrendo e eis que vivemos; como castigados e não mortos; como contristados, mas sempre alegres; como pobres, mas enriquecendo a muitos; como nada tendo e possuindo tudo. (2 Co 6-4,10)

            E para quem carrega nos ombros o peso da responsabilidade da proclamação do Evangelho, a paciência é o reflexo da imagem e semelhança de Deus mais requerida para essa missão.

Alegrai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, perseverai na oração. (Rm 12.12).

O apóstolo Paulo responde bem à pergunta que permeia o pensamento do que passa por aflições: perseverar na oração, alegrar-se na esperança de um novo tempo e desenvolver a paciência em meio às turbulências da vida. 

Ora, o Senhor encaminhe o vosso coração no amor de Deus e na paciência de Cristo. (2 Ts. 3.3)

            Não é fácil ser paciente. A disciplina de dominar os ímpetos da falta de domínio próprio requer um exercício diário. Um pedido direcionado aos céus ajuda a se manter na posse da própria alma.

 

Por Auxilandia, pastora em Cristo, serva de Deus.

17 - 10 - 2012     

 
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