Apressa-te, ó Deus, em me livrar; Senhor, apressa-te em ajudar-me.

(Sl 70)

Aflição é a palavra que define tribulação.

Sofrer infortúnio, ser maltratado é para todo aquele que ainda não adentrou a eternidade. Qualquer coisa que sobrecarrega o espírito e leva o ser humano à perturbação da mente o coloca em estado de alerta e o faz tomar uma providência. Ou se entregar e ser destruído.

Eu, porém, estou aflito e necessitado; apressa-te por mim, ó Deus; tu és o meu auxílio e o meu libertador; Senhor, não te detenhas. (Sl 70.5)

            Davi, sem causa, viveu na esfera da perseguição de Saul, o rei de Israel que ascendeu ao trono em 1.050 a.C. e acumulou inveja, ódio e desejo de destruição.

            Não foi apenas um dia de luta contra as setas de morte que vinham dos escudeiros contratados para tirar sua vida. Foram anos e anos.

            Entretanto, Davi dirigiu aos céus o pedido de livramento para vencer as tribulações que cercavam sua alma. O Senhor foi sua única fonte de auxílio e força.

Por ti tenho sido sustentado desde o ventre; tu és aquele que me tiraste do ventre da minha mãe; o meu louvor será para ti constantemente.

(Sl 71.6)

Não somente resolveu tomar uma atitude de busca por socorro. Essa busca foi mesclada pelo louvor como forma de gratidão.

O vosso coração viverá, pois que buscais a Deus. (Sl 69.32)

Sê tu a minha habitação forte, à qual possa recorrer continuamente.

 (SL 71.3)

 

            Paz que vai além da compreensão humana só se encontra no Criador. Não há outra fonte que jorre para a vida eterna e que garanta na transitoriedade de permanência na terra livramento da alma diante de situações que fogem ao controle.

Porque as armas da nossa milícia não são carnais, mas, sim, poderosas em Deus, para destruição das fortalezas; destruindo os conselhos e toda altivez que se levantar contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo entendimento à obediência de Cristo. (2  Co 10.4)

            O apóstolo Paulo leva o leitor à compreensão de que toda luta é contra as hostes da maldade que habitam as regiões celestes. Por isso, comportamentos que revelam decisão a partir de armas naturais trazem apenas desassossego. E comprometem a espiritualidade, abrindo brechas para invasão dos inimigos.

A minha graça te basta, para que o meu poder se aperfeiçoe na fraqueza. (2 Co 12.9)

            Quando o apóstolo ouve de Deus que a graça é suficiente para não sucumbir, ele imediatamente refaz seu modo de pensar. Agora, o que passa a valer é sentir prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias, por amor de Cristo ( Co 12.10).

            Foi fácil para Paulo se gloriar em suas fraquezas? Não. Foi um árduo trabalho espiritual. Ele enfatizou que de boa vontade se esforçaria para que nele habitasse o poder de Cristo. ( 2 Co 7.9)

            Poder de Cristo para destruição das forças maléficas. Para repreensão de espíritos que eternamente lutam para tirar paz e imprimir nas mentes desejo de abandono das coisas celestes.

            Palavras carregadas do Poder de Cristo mudam situações.

Por Auxilandia, pastora em Cristo, serva de Deus.

24 - 10 - 2012     

 
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