Ora, a esses quatro jovens Deus deu o conhecimento e a inteligência em todas as letras e sabedoria; mas a Daniel deu entendimento em toda visão e sonhos. (Dn 1.17)

 

            Lutar intelectualmente para discernir o certo do errado e obter sucesso em tudo que se faz gera um resultado que, muitas vezes, leva a decepções.

Ora, Deus deu a Daniel graça e misericórdia diante do chefe dos eunucos. (Dn 1. 9)

            Daniel foi conselheiro do rei do reinado de Nabucodonosor até ao primeiro ano do rei Ciro – de 603 a 539 a.C. Bem que poderia confiar em sua sabedoria adquirida na ciência dos caldeus. Mas preferiu contar com a graça e misericórdia divina que veio depois da decisão de não aceitar os manjares do rei.

            O costume da época era consagrar a comida real aos deuses em troca de favores espirituais. A fidelidade de Daniel e de seus quatro amigos foi o pilar da rejeição dos manjares.

O Deus de Israel era o único digno de toda oferenda. Nenhuma comida sacrificada a ídolos deveria ser ingerida. A contaminação não poderia ser brecha para minar a ação divina em forma de sabedoria aos servidores do rei que professavam a fé no verdadeiro Deus.

            A consagração desses jovens ao Senhor era inquestionável. Nem mesmo posição no palácio real abalou o firme propósito do serviço ao Santo de Israel. Porém, tudo com sabedoria, para não colocar nada a perder.

Experimenta, peço-te, os teus servos dez dias, fazendo que se nos deem legumes a comer e água a beber. Então, se veja diante de ti a nossa aparência e a aparência dos jovens que comem a porção de manjar do rei, e, conforme vires, te haja com os teus servos. (Dn 1.12-13)

Atendendo ao pedido de Daniel, que usou a sabedoria divina como fonte de vida, o despenseiro aceitou o desafio.

            De onde veio ideia brilhante que fez o despenseiro arriscar a própria cabeça em não servir manjares e vinho do rei aos conselheiros? De Deus. Somente dele vem ações bem sucedidas.

Somente o Espírito Santo convence um coração descrente. Mas para convencer, é preciso que o instrumento de Deus na terra seja fiel, não desista de seu chamado. Não olhe para trás. Nem para os problemas, adversidades ou desgraças.

Daniel lutou para cumprir sua missão no palácio real mantendo sua posição de servir sempre ao Deus que criou o céu e a terra. Não a deuses que eram carregados por seres humanos, como o dos babilônicos.

Desta sorte, o despenseiro tirou  a porção do manjar deles e o vinho que deviam beber e lhes dava legumes. (Dn 1.16)

             E, ao fim dos dez dias em que o rei tinha dito que os trouxessem, os chefes dos eunucos os trouxe diante de Nabucodonosor. E em toda matéria de sabedoria e de inteligência, sobre que o rei lhes fez perguntas, os achou dez vezes mais doutos do que todos os magos ou astrólogos que havia em todo o seu reino. (Dn 18 e 20)

            A fidelidade humana nem sempre é constante. Mas a de Deus é eterna, recheada com misericórdia, longanimidade,  justiça.           

Bramiu o leão, quem não temerá? Falou o Senhor Jeová, quem não profetizará? (Am. 3.8)

            O despenseiro se submeteu à soberana vontade de Deus e acatou o pedido que deu a Daniel e a seus amigos um dos cargos mais importantes do reinado. Esse cargo carecia de inteligência em todas as letras e sabedoria. Deus proveu tudo. Tudo vem dele.

            Por Auxilandia, pastora em Cristo, serva de Deus.

21 - 11 - 2012     

 
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