Pois a nossa pátria está nos céus, de onde também aguardamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, o qual transformará o nosso corpo de humilhação, para ser igual ao corpo de sua glória, segundo a eficácia do poder que ele tem de até subordinar a si todas as coisas. (Fl. 3,20 -21)

 

            Pátria vem do latim patriota e quer dizer terra paterna. Vínculos afetivos, culturais, valores e história fazem ligação entre o homem e sua pátria.

            O apóstolo Paulo lembrou aos irmãos de Filipo que o céu, local ocupado por corpos gloriosos, mais do que qualquer coisa preciosa desta terra, deveria ser o centro da atenção do patriota.

Mesmo que o sentimento de amor à pátria fosse perfeitamente aceitável, era preciso pensar numa que olhos não viram, ouvidos não ouviram, ou jamais penetrou em qualquer coração humano. A pátria que está nos céus deveria ocupar o pensamento.

Como adquirir o passaporte da pátria celeste?

Paulo explica que é pelo poder que há em Jesus Cristo, capaz de subordinar a si todas as coisas.

 Para ser contagiado pela força salvadora, deve-se passar pela humilhação de servir. Se Jesus Cristo é o Senhor, alguém tem que ser o servo. Esse alguém é a humanidade redimida nele. São também os anjos que obedecem às suas ordens. Porque nele reside a plenitude divina.

 Senhor é aquele que exerce influência, poder, dominio.

Quando Jesus subiu às alturas, numa nuvem de glória, assistido por anjos, ele avisou aos presentes que o Consolador seria enviado. No tempo determinado, no dia de Pentecostes, o Espírito desceu em forma de línguas de fogo. O Santo Espírito, que convence o homem do pecado, da justiça e do juízo, trabalha para transformar corações de pedra em almas quebrantadas. Mas é preciso abrir o coração dos perdidos pelas constantes intercessões.

Se com a tua boca confessares Jesus como Senhor e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou detre os mortos, serás salvo. (Rm. 10.9)

 

            Conceito simples para salvação é apresentado no livro de Romanos. O senhorio de cristo e a fé na ressurreição dele são os requisitos da salvação. 

            Aquele que é salvo demonstra ser servo e pratica boas obras que Deus de antemão preparou para que se andasse nelas.

            A salvação garante a entrada nos portais eternos, onde a cidade é de ouro puro, semelhante a vidro límpido. Ouro, em termos bíblicos, simboliza a presença do próprio Deus.

Nela não vi santuário, porque o seu santuário é o Senhor, o Deus Todo-Poderoso, e o Cordeiro. A cidade não precisa nem do sol, nem da lua, para lhe darem claridade, pois a gloria de Deus a iluminou, e o Cordeiro é a sua lâmpada.

 (Ap 21.22-23)

 Não resta dúvida de que a vida terrena é recheada de dissabores. Paulo afirma que se o fundamento da felicidade é apenas esta vida, o ser humano torna-se o mais infeliz de toda criação.

Há um lugar eterno que aguarda todo aquele que cultiva a esperança da ressurreição. Cristo, as primícias, intercede pela salvação da humanidade porque a morte do perverso não lhe compraz. É da vontade soberana que haja conversão e que se obtenha o passaporte para a eternidade.

Caráter, dons, obras humanas não garantem a salvação. Ela  é dom gratuito que veio do Pai Celeste mediante a morte expiatória de Jesus. Foi doada ao homem pelo pela fé na mensagem da cruz.

Não compete a ninguém saber o tempo em que Jesus descerá para estabelecer seu reinado numa nova terra recriada pela justiça, juízo e amor eterno. Cabe, sim,  ao redimido em Cristo o desempenho de funções espirituais reveladoras da salvação:

união, humildade, obediência ao chamado, desenvolvimento do fruto do Espírito. São apenas exemplos, porque maior é a cobrança sobre os filhos da salvação.

Todas essas virtudes espelham o interior do homem. E Paulo enisna que o exterior se corrempe, mas o que enche o coração deve ser renovado a cada manhã.

Por Auxilandia, pastora em Cristo, serva de Deus.

28 - 11 - 2012     

 
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