Não padeceram sede, quando ele os levava pelos desertos; fez-lhes correr água da rocha; fendeu a pedra, e as águas correram. ( Is. 48.21)

 

Deserto traz a ideia de pobreza de vegetação e fraca densidade populacional. É lugar desabitado, despovoado. Escorpiões, serpentes, animais perigosos, frio e calor excessivo. Foi em ambientes assim que por 40 anos o povo israelita viveu depois da saída do Egito.

Circunstâncias desfavoráveis marcam desertos na vida. Não é o local físico, apenas, que leva alguém a se mover perigosamente. O coração, sede simbólica dos sentimentos, pode se revelar como a explosão desértica que mais causa solidão. E tudo começa no pensamento.

Finalmente, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento. (Filipenses 4:8)

Fazer pausa para respirar profundamente traz calma. É possível fazer isso em meio a desertos na vida? Paulo afirma que sim. Ao escrever aos irmãos de Filipo, ele avisa que virtude ou louvor deve ser o centro do pensar.

Quero trazer à memória aquilo que pode me dá esperança.

 (Lm 3:21)

Jeremias, quando presenciou a queda de Jerusalém pelo império babilônico, tirou o foco da destruição e fez um exercício mental. Trouxe à memória o que poderia lhe trazer alegria.

Agindo assim, resolveu o problema da destruição de sua terra natal? Não. Mas não permitiu que o deserto que se formou em Jerusalém invadisse o coração e causasse destruições em sua saúde física, emocional e espiritual.

Administrar situações desastrosas e colher delas ensinamentos é papel dos que andam sob a direção do Espírito.

Isaías lembrou que no deserto a água era escassa. Porém, o Deus protetor fendeu rochas para livrar a alma sedenta de seu povo.

Lutas, nessa vida, sempre existirão. A forma como lidar com elas é que faz a diferença.

Mas Sião diz: O Senhor me desamparou, o Senhor se esqueceu de mim! (Is. 49:14)

Boa conclusão de Sião. Em meio às lutas, o primeiro pensamento que se tem é que Deus está longe dos aflitos. Lógica puramente humana.

O Senhor responde aos questionamentos de forma prática e que não deixa dúvidas:

Acaso, pode uma mulher esquecer-se do filho que ainda mama, de sorte que não se compadeça do filho do seu ventre? Mas ainda que esta  viesse a se esquecer dele, eu, todavia, não me esquecerei de ti.

(Is. 49:15)

Não importa a situação que se viva. A provisão vem do alto no momento que menos se espera.

Pois, quanto aos teus lugares desertos e desolados e à tua terra destruída, agora tu, ó Sião, certamente, serás estreita demais para os moradores; e os que te devoraram estarão longe de ti. (Is. 49.19)

 

O tempo de cantar chega para os que perseveram na fé, na alegria e na comunhão. Desertos sempre irão se reversar com a providência divina.

Desespero, tristezas, angústias deverão dá lugar ao amor eterno que emana do próprio Deus.

Por Auxilandia, pastora em Cristo, serva de Deus.

12 - 12 - 2012     

 
  Voltar para índice de mensagens
|- - IEMB - Design: João Batista A.P - Igreja Evangélica Missionaria Brasileira- Leia a Bíblia, ouça a voz de Deus - Ministério: Pr. João Nogueira Pimenta -|