Ouvi, agora, o que diz o Senhor: Levanta-te, defende a tua causa perante os montes, e ouçam os outeiros a tua voz. (Mq 6)

 

            Certos acontecimentos deixam o homem perplexo, paralisado. Assim permaneceu Israel por um tempo quando a terra ficou desolada pela destruição e pela falta da chuva serôdia e temporã.

Injustiças sociais, contendas, idolatrias e perversidades pontuaram a vida dos que violaram as condições da aliança firmada ainda no deserto, após a saída do Egito. Para esses, Miqueias chama a atenção para um detalhe:  falar com Deus era a solução imediata. Calar e culpar situações ou pessoas não levaria a nada.

Os montes e outeiros, no deserto, foram testemunhas da aliança firmada em meio a manifestações da glória de Deus. Agora, a causa deveria ser apresentada perante eles, como prova fiel das reclamações ao juiz de toda terra.

Ouvi, montes, a controvérsia do Senhor, e vós, duráveis fundamentos da terra, porque o senhor tem controvérsia com seu povo e com Israel entrará em juízo. (Mq. 6.2)

O juízo de Deus estava por vir sobre os que baniram a misericórdia. Havia chegado a vez de o Senhor registrar um queixa legal contra seu povo.

Andar humildemente com Deus, praticar a justiça e amar a piedade era o comando para se viver nos ambientes da obediência.

Nem todo povo compreendeu que a remissão divina da casa da servidão foi uma dádiva para que todos aprendessem a amar o perdido, o fraco, e o desamparado. Para que andassem nos estatutos e leis prescritas pelo próprio dedo de Deus.

Um remanescente fiel praticou o que era reto aos olhos de Deus. E alcançou misericórdia em tempo oportuno.

Povo meu, lembra-te, agora, do que maquinou Balaque, rei de Moabe, e do que respondeu Balaão, filho de Beor, e do que aconteceu desde Sitim até Gilgal, para que conheças os atos de justiça do Senhor.

( Mq 6.5)

Deus traz à memória do povo de Israel as páginas de sua história escritas desde as peregrinações no deserto. E ressalta que todos os atos divinos foram permeados da reta justiça.

Ele transformou a maldição de Balaão em bênção, concedeu vitória nas guerras e nunca apartou do remanescente fiel a sua destra de poder.

Não importa quantos correm para provocar destruição em ministérios, em vidas, em sonhos. Importa o poder que emana do trono da graça e que faz novas todas as coisas. Que projeta outros horizontes e não deixa o caído na estrada da vida.

Ele se manterá firme e apascentará o povo na força do Senhor, na majestade do nome do Senhor, seu Deus; e eles habitarão seguros, porque, agora, será ele engrandecido até aos confins da terra. Este será a nossa paz. (Mq 5.4-5)

 

Miqueias anuncia a vinda do Messias. Nele há paz. Não a que o mundo dá, mas a que ultrapassa a todo entendimento.

Ele pagou o preço de sangue pelos pecados de toda humanidade que o recebe como Senhor.

Tornará a ter compaixão de nós; pisará aos pés as nossas iniquidades e lançará todos os nossos pecados nas profundezas do mar.

( Mq 7.19)

 

Por Auxilandia, pastora em Cristo, serva de Deus.

19 - 12 - 2012     

 
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