Bendito seja Deus, que não me rejeita a oração, nem aparta de mim a sua graça. (Sl 66.20)

 

            Favor imerecido, aquilo que dá ou ocasiona deleite, disposição amigável da qual procede o ato benevolente são conceitos usuais da palavra graça. Resumindo, seria boa vontade em geral.

            Considerando o ato divino, graça vai além de um favor, ou deleite. Adentra o campo da misericórdia redentora de Deus e traz salvação aos homens.

A graça e a verdade vieram por meio de Jesus Cristo. (Jo 1.17)

            Jesus executou a vontade do Pai em redimir a humanidade caída. O Pai, antes da fundação do mundo, planejou amar sem limites a coroa de sua criação.

            Colocou à disposição de todo aquele que crer  um meio eficiente de relacionamento entre criador e criatura: a oração.

            Pai, como palavra hebraica Ab, significa arquiteto, construtor, criador, alguém que causa a existência de algo. O salmista internalizou o conceito de oração e inundou o céu com pedidos. Lembrou-se de que a graça divina suavizava o medo de enfrentar desafios sem recursos suficientes.

            Não resta dúvida de que o recurso mais demandado, em todas as gerações, é o equilíbrio das emoções em meio às adversidades.

            Até para confiar, é necessário gerenciar emoções. Medo, tristezas, angústias podem ser trocados pela alegria de servir a Deus.

            Recusar-se a ficar com medo tem um caminho sobremodo excelente: buscar a graça sobre graça que vem do alto.

E serão todos ensinados por Deus. Portanto, todo aquele que da parte do Pai tem ouvido e aprendido, esse vem a mim. (Jo 6.45)

            E aqueles que vão a Jesus encontram alívio nos pastos verdejantes, mesmo que estejam atravessando o maior deserto da vida.

Unir-se a Deus traz benefícios para esta vida.

Quando se olham para as injustiças e maldades praticadas no mundo, o pensamento se arma para tentar entender o porquê de um Deus tão puro permitir tamanha operação maligna.

Aí vem a pergunta: Deus se deleita com o oposto da veracidade, lealdade e integridade? Não. De jeito nenhum. O coração dele se contorce de dores pela perversão do mundo. Ele não tem prazer na morte do perverso.

Entretanto, o Pai criador aponta o caminho para o desfazimento das artimanhas do adversário da alma dos homens. Ele mostra, nas Santas Escrituras, o que fazer para desatar os laços satânicos.

Quanto ao mais, sede fortalecidos no Senhor e na força do seu poder. Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para poderdes ficar firmes contra as ciladas do diabo. Porque a nossa luta não é contra sangue e carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes. (Ef. 6.1012)

Eis aí a causa das angústias, dos dissabores, das enfermidades que surgem sem mais e sem menos, dos desencontros, das contendas. De tudo que se opõe ao reino da luz, à bondade, à perfeição divina.

Mas o Deus gracioso indica o que fazer a cada segundo para vencer o adversário, que não são pessoas, e sim o diabo: Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, depois de terdes vencido tudo, permanecer inabaláveis. ( Ef. 6.13)

O salmista creu que Deus não lhe rejeitava oração e ainda provia graça salvadora. Paulo conclui seu texto afirmando que toda oração e súplica deve ocupar o pensamento. Assim, a permanência na Rocha Eterna se concretiza.

Por Auxilandia, pastora em Cristo, serva de Deus.

06 - 02 - 2013     

 
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