Como suspira a corça pelas correntes das águas, assim, por ti, ó Deus, suspira a minha alma. ( Sl 42)

 

            A corça é um animal de hábitos solitários. Prefere, normalmente, realizar suas atividades durante o nascer e o pôr do sol. E precisa de muita água para isso.

            Os filhos de Corá observaram o dia a dia da corça e redigiram, em forma de canto,  um salmo que compara a sede deste animal com  a alma que anela encontrar Deus, tanto na alegria quanto na tristeza.

Contudo, o Senhor, durante o dia me concede a sua misericórdia, e à noite comigo está o seu cântico, uma oração ao Deus da minha vida.

(Sl 42.8)

            Ao brilho do sol da manhã, lá está uma corça, animada, buscando um objetivo para sua vida, que não passa de quatorze anos na terra.

Quando a noite se aproxima, antes mesmo do último raio do sol se ocultar no horizonte, dando lugar à luz da lua, ou evidenciando sua falta mediante a escuridão, lá está ela,  outra vez, em plena atividade.

            Assim é o labor de quem, em meio às lagrimas, busca, na fonte que jorra para a vida eterna, palavras de sabedoria para responder aos que, com perseguição, perguntam: onde está o teu Deus?

Lembro-me dessas coisas, e dentro de mim se me derrama a alma.

 (Sl 42.4)

            Os filhos de Corá concluíram que a força para vencer o desafio de viver não estava neles, mas no Deus que havia criado a corça e preparado muitas torrentes de águas para preservar a espécie.

O Deus mantenedor do universo ordena a vitória nas grandes lutas diárias.

Assim era o pensamento dos levitas que receberam a incumbência de cuidar da liturgia da adoração nos tempos de Davi: Não confio no meu arco, e não é a minha espada que me salva. (Sl. 44.6)

Porque, em tudo, fostes fortalecidos nele, em toda a palavra e em todo o conhecimento. (1 Co 1.5)

Paulo lembrou aos irmãos de Corinto que Jesus era o caminho necessário para a busca do fortalecimento.  E quando alguma adversidade desse sinal de vida, uma orientação deveria ser buscada:

Portanto, nada julgueis antes do tempo, até que venha o Senhor, o qual não somente trará à plena luz as coisas ocultas das trevas, mas também manifestará os desígnios dos corações; e, então, cada um receberá o seu louvor da parte de Deus. (1 Co 4.5)

Coisas ocultas das trevas são realidades pontuais na vida de qualquer um. Mas para desfazer essas  realidades, Jesus veio ao mundo, na plenitude dos tempos, e expôs principados e potestades ao desprezo quando cumpriu a obra redentora no calvário.

Hoje, o papel de cada adorador é discernir o ataque das trevas para se revestir de toda armadura de Deus. É fazer como o salmista, que mesmo com o abatimento da alma, afirmava para seu interior:

Espera em Deus, pois ainda o louvarei, a ele, meu auxílio e Deus meu. (Sl 42. 11)

            A palavra hebraica  Halal é a origem de aleluia, expressão de louvor a Deus que praticamente todas as línguas do mundo passou a adotá-la.

            Louvar é glorificar, celebrar, cantar, elogiar, agradecer.

 

            Vós que temeis o Senhor, louvai-o, glorificai-o. (Sl 22.23)

Por Auxilandia, pastora em Cristo, serva de Deus.

13 - 02 - 2013     

 
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