Restaura-nos mais uma vez, ó Deus, nosso salvador. (Sl. 85.4)

Antes, sede uns para com os outros benignos. (Ef. 4.32)

            Embora o ser humano esteja movido de boa intenção, é impossível a ele ser trigo o tempo todo. O joio, que ninguém julga ser, está, sim, figurando como um componente do coração que denuncia a condição de humanidade caída e que carece da glória de Deus.

            Pôr em bom estado, refazendo ou consertando o quebrado, renovando o deteriorado, repondo o que se gastou.” Isso é o que Aurélio entende por restauração.  

            Um erro aqui, um deslize ali, uma ratada acolá. Faz parte da caminhada de qualquer um que queira atingir a estatura do varão perfeito. Por isso, a alma do homem requer constante ajuste.

 Pedir a Deus que entre com restauração é uma saída eterna para arrancar o joio interior que cresce juntamente com o trigo no campo mais difícil do cultivo: o coração, do qual procedem as fontes da vida.

É neste contexto que Paulo enfatiza a necessidade de se compreender as fraquezas e praticar a benignidade para com o próximo.

Quem pode discernir os próprios erros? Absolve-me dos que desconheço. (Sl 19.2)

É comum praticar uma ação que, aos olhos humanos, é correta. Mas, na visão divina, não passa de um pecado. De uma iniquidade ou transgressão. Por conta disso, o salmista foi arrojado com Deus. Pediu absolvição até dos erros que nem ele conhecia.

Corrija-me, Senhor, mas com justiça, não com ira, para que não me reduzas a nada. (Jr. 10:24)

A natureza humana pede a justiça de Deus. E não é para menos. O próprio olhar divino percorre a terra à procura daqueles que são totalmente dele (2 Cr 16.9). E os de coração selado por Deus são aqueles que reconhecem sua condição pecaminosa e se prostram aos pés do redentor.

Estando ele em Jerusalém, durante a festa da Páscoa, muitos, vendo os sinais que ele fazia, creram no seu nome. Mas o próprio Jesus não se confiava a eles, porque os conhecia a todos. E não precisava de que alguém lhe desse testemunho a respeito do homem, porque ele mesmo sabia o que era a natureza humana. ( Jo 2.23-25)

Jesus, que sonda mentes  e corações, afirmou conhecer a fragilidade humana. E por isso se compadecia, sempre, dos perdidos. Hoje, assentado à destra do Pai, intercede por pecadores e não se compraz com a morte do ímpio.

Não deixar que o acusador lance fora alguém por erros, pecados e fraquezas,  é se colocar na brecha como intercessor e agregar valor ao reino da luz.

Antes de tudo, recomendo que se façam súplicas, orações, intercessões e ações de graças por todos os homens. ( 1 Tm 2.1)

A linguagem do reino da luz é a oração, intercessão.

A do reino das trevas é a calúnia, a contenda, a  dissolução. O famoso “disse me disse”, que é capaz de destruir um sonho, uma vida, um ministério.

 

Recomendo-lhes, irmãos, por nosso senhor Jesus Cristo e pelo amor do Espírito, que se unam a mim em minha luta, orando a Deus em meu favor. (Rm 15.30)

            Acusar é papel diabólico. Interceder é arma poderosa para restaurar.

Por Auxilandia, pastora em Cristo, serva de Deus.

20 - 02 - 2013     

 
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